Comportamento

Depois de um ano vivendo nas ruas, jovem cria negócio milionário. “Dificuldade me fez forte”

Harry tem apenas 23 anos e já possui histórias que a maioria, nem com o dobro da sua idade, tem, desde passar meses em situação de rua, até abrir o próprio negócio e se tornar milionário.



Algumas pessoas são muito influenciadas pelo ambiente que as cerca, principalmente quando são jovens. Crianças e adolescentes aprendem a lidar com situações extremas a partir do exemplo dos adultos responsáveis por eles, mas quando as pessoas em volta não sabem muito bem como ensinar os filhos, ou estão passando por uma situação de vulnerabilidade social, esses jovens podem acabar recebendo estímulos complexos.

Harry Sanders, de apenas 23 anos, já tem uma história que, muitos na sua idade, nem sequer estão perto de experienciar. Atualmente, ele administra uma empresa multimilionária e já saiu em revistas de destaque, como a Forbes, abordando seu sucesso meteórico. Mas quem o vê agora não imagina o que já teve de passar alguns anos antes, quando não tinha onde morar.

Quando fez 17 anos, seus pais se divorciaram e ele não teve para onde ir, como consequência das escolhas que seus responsáveis fizeram. Precisou apostar em habitações governamentais, mas encontrou muita violência e um tratamento ruim, fazendo com que preferisse se aventurar nas ruas de Melbourne, na Austrália, durante um ano.


Segundo reportagem da Vogue, o rapaz explica que ninguém espera se tornar sem-teto, mas que veio de uma família humilde e, em muitas ocasiões, precisavam sacrificar o almoço para ter o que comer à noite.

Ele também revela que entrar no Centrelink (agência de moradia do governo australiano) foi outro momento difícil, e que os obstáculos a serem enfrentados não podem ser mensurados por quem veio de origem rica.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@harrysandernsseo.

Sanders conta que, para quem nasceu em uma família rica, as iniciativas governamentais podem até parecer formas de “gastar” o dinheiro público, mas na verdade não é assim. Os jovens precisam de acompanhamento de assistentes sociais, precisam de itens básicos de higiene e alimentação, além de psicólogos, já que muitos se consideram um fardo para a sociedade.


De origem extremamente humilde, a única coisa que Sanders tinha era uma empresa de otimização de mecanismos de pesquisa (SEO), chamada StudioHawk. Você pode estar pensando: mas o menino não era pobre?

Sim, de fato ele era, mas, durante a infância, descobriu um grande prazer em mexer em sites, descobrindo seu talento para tecnologia e a paixão por SEO. Depois que os anos se passaram, ele percebeu que talvez essa era sua área, e decidiu concentrar todas as suas energias em trabalhar de graça, com o único intuito de atrair novos clientes.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@harrysandernsseo.

Assim a empresa de Sanders não era física, ele apenas havia registrado o nome on-line. Com um computador antigo, que havia ganhado há muitos anos, um telefone barato e sinal de Wi-Fi, que pegava em uma loja local, ele começou a trabalhar com o StudioHawk. Também conseguiu concluir o ensino médio, mesmo tendo apenas 20% de frequência, graças ao apoio e à aposta de um conselheiro escolar.


O jovem precisou de um ano para conseguir dinheiro suficiente para se mudar dos abrigos em que vivia entrando e saindo, também apostou alto na empresa, abrindo as portas para que outras pessoas investissem em sua ideia.

Se, nos primeiros meses em que finalmente começou a cobrar como SEO, ele tinha a sorte de ter R$ 30 mil de lucro, em 2019, viu a empresa subir sua receita para R$ 15 milhões, o que Sanders descreve como “jornada maluca”.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@harrysandernsseo.

Cinco anos depois de precisar dormir nas ruas, ele é um dos jovens empreendedores mais bem-sucedidos do país (e do mundo). Mesmo que tenha sentido seu dom pulsar mais forte, em diversos momentos ainda desacredita de sua capacidade e de tudo o que conquistou, principalmente em curto espaço de tempo.


Se antes ele precisava contar o dinheiro para saber se conseguiria comer naquele dia, hoje a ficha ainda não caiu, e ele faz as mesmas contas, como se, a qualquer momento, pudesse perder tudo o que tem. Mesmo sendo uma pessoa rica, ele segue sem hábitos de consumo surreais, e tem grandes dificuldades de saber se tudo isso é real ou se está sonhando.

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