Desabafe comigo. Não em mim…

09/12/2012 – Desabafo com… ou em… ?

Pode acontecer de um amigo vir desabafar muitas vezes com você sobre um determinado problema. Ele pode inclusive ter a tendência de falar sempre as mesmas coisas, mesmo que peça sugestões a você sem nunca tê-las experimentado. Quando for assim, entenda que ele precisa falar. Só falar. Ele pede sugestões, mas não as quer ouvir, quer apenas e precisa SE ouvir falando do problema que o atordoa.



Se esta amizade inclui tal paciência para ouvir, sem subtrair a sua energia, faça-o. Falar faz parte do processo de cura. É o começo da percepção.

Lembre-se de que cada sugestão que você fizer, sendo ouvida ou não, funcionará como uma semente plantada. Um dia brota. É preciso um amor especial para ouvir, generosamente, reiterados e redundantes desabafos.

Agora, muita atenção com aqueles “amigos” que despejam toda a raiva provocada por uma situação com a qual você nada tem a ver, em cima de você. Isto pode acontecer aos gritos ou mesmo através de ironias sutis. É uma espécie de delírio para quem faz.

É DESQUALIFICAÇÃO PARA QUEM SOFRE.


São pessoas tão reativas que, muitas vezes, não percebem que estão te usando como “saco de pancadas”. Às vezes, até percebem, mas não querem nem saber.

Isto ocorre mais acentuadamente com pessoas que estão presas a relações em “cativeiros sociais” tais como, chefes e subalternos, cônjuges, irmãos, pais, filhos, etc.

Nesses casos você precisa dizer NÃO, botar um limite SEMPRE DE FORMA GENEROSA. Porque se for reativo, também, você acabará “pagando uma conta” que nem é sua.

É muito comum aquela situação de “efeito dominó” em que o presidente da empresa que, sob o pretexto de um desabafo por ter sido pisado por um acionista, pisa no diretor, que pisa no gerente, que pisa no chefe de departamento, que pisa na secretária, que pisa no faxineiro, que pisa na mulher, que pisa no filho, que chuta o cachorro. Nem sempre é possível, mas o ideal é cortar na hora.


O importante é não deixar sem resposta, porque senão você “engole o sapo” que vira raiva, que vira doença.

Resposta mantém a autoestima saudável. Desabafe comigo. Não EM mim.

*Texto extraído do livro “Somos mais interessantes do que imaginamos” – Arly Cravo


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / ibon

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