Desapego… Eu preciso disso?

Existe apenas uma maneira de você não perder nada: é não fazendo nada.



Mas… você também não ganhará nada. Só não perde quem não faz; só não termina quem não começa.

Uma das características do ser humano é a de considerar valioso aquilo que ele já possui e, com isso, acaba por desenvolver uma forte aversão e resistência à perda, à eliminação, ao desfazer-se.

Para algumas pessoas, o sentimento gerado pela perda equivale à sua própria desestruturação. No entanto, precisamos analisar se este apego não representa, em certa medida, uma lealdade cega àquilo que “já não é mais” e que está impedindo conquista de outros ganhos em todas as áreas da sua vida.

Às vezes é necessário aceitar a perda para abrir o espaço necessário à entrada de alguma outra coisa. Isto se refere à capacidade de treinar o desapego, ou seja, você passa a compreender que, para obter determinadas conquistas, é necessário desfazer-se de algo – pode ser um padrão de pensamento, um sentimento, algumas percepções e até mesmo certas “coisas”, que não atendem mais às suas reais necessidades.


É fundamental desenvolver a consciência de que, para que o novo possa entrar na sua vida, às vezes é necessário “perder”, ou “desfazer-se” de coisas que não já não lhe cabem ou não servem mais.

Existem perdas que nos chegam (ou nos são impostas) que na verdade acontecem para o nosso próprio bem. Sendo assim, aprenda a fazer a seguinte pergunta a si mesmo: eu preciso disso? Observe cuidadosamente suas respostas; estude-as, analise-as e olhe para outras circunstâncias semelhantes que já lhe ocorreram, utilizando este questionamento como uma estratégia que servirá para contribuir com suas escolhas e decisões.

Treinar e aprender a desapegar-se significa conseguir seguir adiante de uma maneira mais leve, onde suas ações estarão alinhadas e consistentes com suas convicções, suas verdades e seus desejos.

Somente desta forma, você coloca em movimento o seu aprendizado sobre como Ser e Estar no mundo, aprendendo sobre o que sente e sobre o que quer, aprendendo a tomar decisões acerca de sua real participação na Sua Vida e tendo a chance de aprender a evitar aquilo que não deseja.


Esta é, sem dúvida, uma jornada de transformação interna tão grande, quanto desafiadora, porque ao perceber as vantagens das mudanças que, inevitavelmente, ocorrerão em sua vida, você tem uma grande oportunidade de começar a viver todas as coisas que até este momento você só se permitiu sonhar.

Ao treinar o desapego, você experimentará uma dose considerável de libertação de tudo o que lhe aprisiona. Porque prisioneiro e refém é exatamente o que você se torna ao prender-se constantemente ao “conhecido” , uma vez que não consegue explorar o diferente.

É como querer entrar naquela roupa que não serve mais e que você guarda há anos, porque “um dia”, ela poderá servir novamente. Essa roupa, obviamente, ocupa um espaço considerável no seu guarda-roupa, fazendo com que outras fiquem de fora.

Entenda que ao agir deste modo, você se torna, também, prisioneiro de suas próprias crenças e segue acumulando coisas, situações, rancores e mágoas que, na maioria das vezes não lhe permitem inteirar-se de mais nada que não seja o que você acredita, vê e pensa, fazendo com que sua vida fique reduzida a “guardar e manter”, ao invés de “experimentar, ousar, inovar e renovar”.

Aprenda a deixar ir embora aquilo que não serve mais para você, pois é desta maneira que o novo pode entrar. Não permita que seu apego ao conhecido interfira na sua liberdade de viver e experimentar o inusitado. Perder, em várias situações, pode ser sinônimo de ganhar.

E para fixar com mais facilidade estas reflexões, segue uma frase bem conhecida de todos que gostam e assistem futebol: “Só perde pênalti, quem bate”.

Em contrapartida, só ganha campeonato quem arrisca no pênalti. Experimente!

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