Desapego: irmão da paz de espirito!

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Dia desses, uma amiga me falou uma frase marcante: “a melhor coisa que ele me deu foi “um pé””.



Alguns achariam pesado, vingativo, recalcado, mas se tratando do teor da conversa, era a mais pura diversão em cima de um assunto real e legitimamente superado. Geralmente, quando o outro termina com a gente sem dar um motivo plausível (às vezes some sem dar motivo algum), é comum que quem levou o “pé na bunda” fique mentalmente atormentado.

A pessoa se culpa pela separação e muitas vezes a lembrança do ex se faz presente porque se pensa em como teria sido “se tivesse feito aquilo diferente”. E quando a pessoa sabe que se voltassem não daria em nada, e ainda assim tem a sensação de querer de volta?

Ah, desapega, gente! Aceita que dói menos.

Mesmo sabendo que vocês se davam muito bem, que funcionavam tão bem juntos, não tem que ter desculpas ou arrependimentos. A gente só tem o que é pra ser nosso, e o que é nosso sempre dá um jeito de chegar até nós.


Sei bem que, quando a gente tá envolvido demais num relacionamento, é comum ficar tanto tempo a sós com a pessoa, que quando acaba, se sente sozinho, sem rumo, sem alguém tão próximo. É comum se sentir sozinho em algum momento do dia, mesmo tendo feito tanta coisa pra preencher cada hora livre. É ok, mas você ainda tem família e amigos, apesar de estar solteiro (a). Não faz bem continuar pensando em quem te deixou, sendo que há tanta gente ao redor que te ama e que espera sua atenção – e que quer te dar atenção e auxílio. Enquanto se pensa no ex, se esquece de si. É sua responsabilidade cuidar da sua vida, da sua beleza, da sua carreira e, principalmente, da sua felicidade. Ao invés de ficar chorando, use a energia para cuidar mais de você mesmo.

O primeiro mês pode ser mais difícil.

Mas daí vem o segundo e o terceiro mês, e dependendo do quanto você colaborar, vai ver que, junto ao desapego, vem alguns sinais de que você tá desencanando:

1 – Vai passar a pensar menos naquela pessoa e fazer o que bem entender (inclua aqui as variantes “ir onde quiser sem se importar se a


pessoa gosta ou não”, “conversar com aqueles amigos que ele não curtia” etc);

2 – Vai descobrir que, quando a gente se abre para o mundo e pra conhecer pessoas novas, é IMPRESSIONANTE (sim, em caixa alta) a quantidade de gente nova e interessante que existe e que parece sentir que a gente tá aberto a novas possibilidades;

3 – Ao paquerar e ficar com outros sem o peso na consciência, vai sentir novamente certas emoções gostosas, como há tempos não sentia. Trocando em miúdos, vai se sentir vivo;

4 – Vai até mesmo (eu juro) esquecer o nome daquelas pessoas que paqueravam seu ex (ou vice-versa, sendo que muitas vezes a gente acha que os nossos amores são santos e que não retribuem a paquera, “tadinhos”) e que você stalkeava sem sossego durante a relação de vocês;

5 – Quando tudo isso acontecer, vai soltar um “caramba, como as coisas mudam. Como o mundo dá voltas… Um tempo atrás eu tava morrendo por ele e hoje não vislumbro mais a gente junto”. É, nem sempre aquela pessoa por quem você está morrendo, serve pra viver com você. E por que morrer por quem não te faz viver?

Como eu dizia, junto ao desapego, vem a sensação de liberdade. Junto ao desapego, vem a paz de espírito.

Desapegue. E desencane!

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