Desculpe-me, mas não fecho meu coração

Vou contar um segredo para vocês: eu não fecho meu coração por nada e nem por ninguém.

Já ouvi muito por aí:Ai, que idiota eu fui!” “Que sou enganada fácil porque sou trouxa!” “Que acredito fácil demais!” “Que confio em qualquer um!”

Bom, PRIMEIRO: minha verdade é que estou num processo evolutivo de consciência, que aprendo dia a dia a alinhar minhas escolhas, pensamentos, ações e sentimentos ao que há de melhor no universo. Ascender em frequências e expressões de minha alma.

Acredito que, fazendo meu melhor, poderei, por semeadura, colher bons frutos. Porque confio nesta LEI do universo.

E se assim é: agora vem o tal do segredo…

Estou pouco me lixando se me traíram, se me fizeram mal, mentiram ou me roubaram. Porque para mim não existe outra forma para chegar numa consciência melhor do que tenho atualmente se não mantiver meu coração aberto e florescido.

Aprendi a diferença de preservação e não endurecimento. Não me permito de forma nenhuma me endurecer. Porque para mim é impossível sentir muito: por amar, ser verdadeira no meu possível, confiar no outro, na vida, na bondade ou na luz que há nesse mundo.

O livre-arbítrio está aí: você escolhe para onde olhar… se quer endurecer seu coração, ok! Mas eu… certeza absoluta que vou sair dessa existência com o coração abertão, florescido e grandão… muito maior do que quando entrei.

Aprendi, sim, a farejar más intenções com mais destreza, mas isso não me modifica, apenas me preserva.

Aprendi a mudar a direção cada vez mais rápido, quando me deparo com irmãos que ainda se agarram ao medo de intimidade, de sobrevivência ou aos traumas, como se isso falasse como eles devem viver a vida. Ou dissessem quem eles são… não dou todo este poder para as memórias de dor.

E se pareço boba, fácil de enganar… tudo bem… “tô nem aí”… porque a vida é um jardim de semeadura e do meu coração sou eu que sei.

E ele tá aqui escancarado cada dia mais para receber tudo que mereço do universo: “O PLENO AMOR” que há tudo ama e inclui. Por que sei que para recebermos esse tanto de amor que está aí transbordando só um Coração Grande.

Então… dá licença… estou amando! Jamais pediria desculpas por ter sido verdadeira, íntegra, fiel ou amiga.

Mundo doido este em que os bons pedem desculpas por serem bons, recriminam suas virtudes e valores. Como se isso fosse errado!

Eu não… o povo da mentira, da infidelidade de todos os níveis, os traidores que deveriam ficar preocupados com sua semeadura. Sigam aí, seus Zé manés! :D.

Mas cada um que se desculpe pelo que quiser… eu sigo aqui… na minha verdade… de cada dia ser mais verdadeira comigo e com o outro. Ser leal comigo e com o outro. Ser amiga principalmente de mim em primeiro lugar e depois com o outro.

Finalizo com as grandes palavras de Anais Nin que resume todo o texto:

“Estou tão sedenta do maravilhoso que só o maravilhoso tem poder sobre mim. Qualquer coisa que não pode se transformar em algo maravilhoso, eu deixo ir.”

E vamos que vamos! Para cima e para frente! E quem quiser que fique para trás!


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