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Desculpe o transtorno, precisamos falar sobre o nosso amor…

DESCULPE O TRANSTORNO FOTO DE CAPA E FOTO DE DENTRO

Acho que ela lembra bem do lugar em que nos conhecemos, não foi no jazz nem numa balada alternativa, não foi numa locadora nem na academia do condomínio, foi num lugar mais romântico, preparado pela senhora vida, claro, foi na feira de sexta-feira que tem perto da casa dela (lugar muito romântico, diga-se de passagem).



No meio daquele cenário todo, entre maças e cenouras, eu a vi, escolhendo laranjas com tanta maestria que eu quase bati palmas. Lembro de ter ficado encarando ela por muito tempo, mas as laranjas eram mais interessantes do que eu. Depois desse dia, nos vimos no teatro, e no cinema, na livraria e depois, começamos a marcar esses encontros…

Ficamos três, quatro, cinco, vinte vezes, mas ela não se mudou pra minha casa, e sinceramente, eu nem questionei, ela gostava mais dessa coisa de cada um ter seu espaço; ela passava os finais de semana comigo e a semana na casa dela, durante a semana eu ficava com o Cláudio (meu peixe) e nos finais de semana eu aprendia mais sobre a mulher que eu amava.

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No nosso amor tem poesia, só não tem filme baseado em nós, tem piada, mas não tem quebra-cabeça, tem música, tem séries, mas sabe, desse nosso amor, só a gente é quem sabe.

Pra gente, amor de verdade pode ser jazz, gastronomia e debate sobre cisgênero, pode ser também briga pelo lençol, briga pelo canto da parede, disputar o carregador, querer o ultimo pedaço de pizza e ficar puto quando o outro come toda a batata palha que acompanharia o strogonoff.

Pra gente, amor é gritar pra pedir papel higiênico, é ficar feliz por ver que está bem, é lavar toda a louça sem nem perceber enquanto conversa sobre qualquer coisa do mundo, é dormir do lado e perceber o quão sortudo eu sou por tê-la do meu lado.

Porque nosso amor tem dias que tem trilha sonora e tem outros que a gente só quer conversar no silencio, sabe?


Porque desse nosso amor, só a gente é quem sabe.

Cada um de nós possui uma partícula de Deus! é a famosa centelha divina!

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