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A desejada fonte do amor e do relacionamento…

A desejada fonte do amor e do relacionamento amoroso

Relacionamento amoroso. O nome já diz, há necessidade dele ser, realmente, amoroso. Nada é mais prazeroso que um amor vivo, real e recíproco.



O amor, esse sentimento alimenta todo um mundo, equilibra e harmoniza emoções, ações, comportamentos.

Não importa a intensidade do amor sentido, a verdade é que ele não pretende morrer. Sua chama necessita permanecer acesa, ainda que fraquinha dentro de nós. Ela deseja continuar viva, pois motiva nossos dias, o nosso caminhar, o bem-estar e o nosso sorriso.

Os relacionamentos terminam, mas o amor não precisa ir junto. O amor pode permanecer no calor das boas lembranças, naquelas recordações mais afetuosas e ternas vividas.


Ele vive no querer o bem. A quebra de um relacionamento amoroso não está, necessariamente, conectada com a quebra da confiança, dos cuidados, do carinho, da ansiedade por ver a pessoa feliz, mesmo que com um novo amor. O ciúme e o apego não ganham força, seus entusiasmos negativos perdem lugar para os melhores sentimentos que foram construídos perante a assistência do amor.

Sim, é possível terminar um relacionamento amoroso sem praguejar e difamar a pessoa com quem se manteve um laço significativo de afeição. Sem irritar ou provocar a pessoa, porque vocês não têm mais espaço e razão de ser na vida um do outro. Sem persegui-la nos lugares e fazer escândalo. Sem tornarem-se detetives da vida um do outro, perguntado aos amigos de cada um como a pessoa está e se ela está namorando. Até porque, afinal, em algum nível, permaneceram amigos. Logo, o diálogo para saber como estão ocorre de maneira direta, bilateral, entre as duas partes que se completaram e amaram por certo tempo, o tempo em que o relacionamento durou e, assim, o tempo em que deu certo.

Esses fatos parecem impossíveis? Pasmem, existem casais que se amam com um discernimento admirável e mesmo após seus interesses e objetivos de vida não mais se complementarem, continuam amando-se.

Terminam o relacionamento seguros de que não querem criar uma grande ferida em suas vidas, mentes, corações e dignidade, preferindo, portanto, a separação. O amor, porém, continua com eles.


Apesar da existência desse sentimento, houve transformações: não são mais um laço apaixonado; não são mais melhores amigos, como antes; não dividem mais o mesmo lar, a mesma caneca, os mesmos sonhos, a mesma rotina. Algo mudou, algo parece ter esfriado, a rotina cansativa e o tédio tomaram conta do convívio, assim como os problemas fizeram o mesmo no que, antes, era um relacionamento. Cansaram de insistir, murros em ponta de faca ferem. Não fazem mais sentido juntos, abriram mão da zona de conforto que ofereciam um para o outro.

Abandonaram o relacionamento que caiu no comodismo, mas não abandonaram a si mesmos. Ainda em meio aos conflitos, no entanto, o respeito pelos seus sentimentos não foi embora. Independente dos problemas, o ódio não tomou o lugar do amor. Antes das traições acontecerem, concordaram em terminar e tentar novas felicidades com um outro alguém. Saíram da estaca zero em que se colocaram e da inércia sentimental como um rito de amor próprio e de sobrevivência.

Ah, o amor é um dos sentimentos mais saudáveis que existem na natureza, ou senão o mais. Ele constrói e alimenta mundos. Ele é a estrutura fundamental que os relacionamentos humanos tanto necessitam e por vezes falham. Ele precisa constar tanto nas amizades, quanto nos relacionamentos amorosos, conjugais. Ele sente uma comichão intensa de andar juntinho com o respeito.

O amor é um sentimento perfeito, mas somos nós que, muitas vezes, o deturpamos com nossas imperfeições. Nós somos constantes devedores desse sentimento maravilhoso e ímpar, pois o usufruímos. Temos sede de beber em sua fonte, caso contrário morremos de secura sentimental, na amargura de uma vida obscurecida pelo ódio e por sentimentos semelhantes.


O amor enobrece-nos, ele é uma fonte de vida em si mesmo. Porém, ele não é egoísta, seu ímpeto maior é compartilhar-nos sua rica benesse de regozijo, sua força vital. É por isto que os amores conjugais que mais perduram além dos términos dos relacionamentos são aqueles em que o amor, com toda a sua fonte de contentamento, mais foi convidado a fazer morada.

Assim, enraíza-se em cada um de nós, auxilia-nos na construção de laços amorosos inquebráveis pelo tempo. É desse sentimento divino que devemos uma eterna gratidão. A fonte do amor é plena e perfeita, basta-nos, portanto, apenas aprendermos a usá-la, regularmente, em nossos relacionamentos!

No duro, amor é tudo o que melhora a gente. O resto é conversa mole.

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