Comportamento

Desempregado e sem casa, pai se muda com filho deficiente para caminhão que usa para trabalhar!

Das 8h às 17h, Marcelo usa o caminhão como um estande de vendas, forma que encontrou para conseguir dinheiro durante a pandemia.



O desemprego tem afetado milhões de cidadãos no mundo todo, impactando na qualidade de vida e no suprimento das necessidades mais elementares.

Para tentar lidar com a crise econômica e sanitária, muitos tentam o que podem para conseguir alguma renda que seja capaz de auxiliar neste momento de insegurança. Casa, alimentação, educação, segurança e saúde figuram entre os pontos mais instáveis para a parcela populacional sem renda fixa.

Em Buenos Aires, na Argentina, Marcelo Cácharo, de 57 anos, e seu filho Lucas, de 34, estão há quase um ano morando em um caminhão que adaptaram para atender às suas necessidades. Logo no início da pandemia, o pai perdeu o emprego como caminhoneiro e com o pagamento da sua rescisão comprou o automóvel onde vive atualmente.


O desemprego impossibilitou o pagamento das contas mensais, como aluguel da casa onde moravam. A  estrutura interna do caminhão, um Mercedes-Benz 911 modelo 62, iguala-se à de uma pequena e adaptada casa e, segundo o jornal La Nación, é onde eles preparam suas refeições, alimentam-se, tomam banho e dormem.

O pai explica que o automóvel possui ligação elétrica e de água, o suficiente para ter uma vida minimamente adequada. O caminhão é equipado com duas camas, uma cozinha, um banheiro químico e alguns poucos móveis, onde conseguem guardar roupas e demais itens pessoais.

A principal preocupação de Marcelo é conseguir fornecer ao filho, que tem deficiência, conforto e bem-estar. O veículo ainda funciona como local de trabalho e, das 8h às 17h, ele vende objetos novos e usados de variados tipos, como bicicletas, livros, discos e até brinquedos.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Marcelo Cácharo.


Marcelo começa a preparar o local às 8h, tirando as coisas do interior do caminhão de forma a melhorar a exposição e, assim que termina, senta-se em frente para beber café enquanto lê algum livro de sua preferência. A mercadoria é comprada pela internet e todos os dias à noite ele busca os melhores preços para os produtos que deseja revender.

O dinheiro que entra das vendas é usado principalmente na alimentação dos dois, mas Marcelo se preocupa bastante com o policiamento na região onde estaciona, um parque em Buenos Aires.

O pai explica que busca sempre trabalhar com respeito e tranquilidade e, embora estacionar o automóvel no local não seja proibido, ele sabe que vender os produtos é, mas tem fé em que a forma educada como lida com a vizinhança, respeitando os direitos e obrigações, faz com que permitam sua presença.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Marcelo Cácharo.


O filho Lucas tem distúrbios mentais, e Marcelo revela que ele precisa de medicação para conseguir ter uma vida minimamente normal. A falta de um teto e todas as provações por que passaram no último ano são capazes de fazer qualquer um sair do eixo, e com a vida de Lucas, o impacto dos acontecimentos chega a ser 10 vezes mais forte. Emocionado, o pai ainda explica que o filho tentou diversas vezes o suicídio nos últimos meses.

Antes da pandemia, Lucas tinha acompanhamento psicológico, mas agora os centros não estão funcionando, respeitando as regras de distanciamento e isolamento social, mas sem alternativas viáveis para as pessoas que precisam.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Marcelo Cácharo.

O filho raramente sai, e quando o faz, o pai conta que é custoso, mas mesmo assim ele ainda tem fé em que vão seguir em frente. Marcelo tem outra filha, de 36 anos, que trabalha como professora e mora sozinha, com o próprio filho.


Ele criou os dois sozinho e pouco contato manteve com a mãe deles, além disso, não se relaciona muito com os irmãos. De vez em quando, ele encontra o neto, que adora a “casa-ônibus” do avô, o que provoca felicidade em todos.

Marcelo está em busca de um futuro melhor para o filho, que precisou passar por essa situação de forma abrupta, e mesmo trabalhando diariamente e conseguindo lhe fornecer o básico, ele deseja que tudo melhore no futuro. A esperança está na aposentadoria que está para sair, para que o valor garanta a solidez de uma rotina que não seja em cima de rodas.

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