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Desintoxica, meu amor!

Leia ouvindo: Count On Me – Bruno Mars



Irritada. Esse foi meu mantra essa semana. Hoje mesmo eu estou irritada. É a última semana “útil” do ano, é quase véspera de natal, o ano novo está ai e eu estou aqui, com um peso tremendo nas costas. Não pensei em distribuir os enfeites de Natal pela casa, não enfeitei minha sacada com luzinhas, não tem nada por aqui, nem o espirito das festas de final de ano apareceu. Mau humor danado.

Acabei de rir sozinha aqui. Como é que eu começo um texto assim? – É Juju, não é o melhor dos começos, mas vai ter um bom final, juro.

Eu estou irritada sim, mas também aliviada. Um 2015 intenso, remexido, bagunçado, um verdadeiro estado de caos e graça. Uma montanha-russa. Odeio montanha-russa. Eu sou da turma da floresta encantada, sabe? Chapéu mexicano, carrossel, Roda gigante, mamão com açúcar. A sensação de instabilidade acaba comigo, talvez seja por isso a minha irritação.

O alívio vem daquela parte: aguenta firma que está acabando afinal. Lá de trás eu grito: ok.


To segurando a barra que é terminar 2015 e soltar um “ufa” em 2016. O melhor de toda história é o final e tenho para mim que com 2015 vai ser assim. Um final bonito para um começo melhor ainda. Dizem que a gente precisa ter fé, né?

A minha irritação só acabou com a voz da minha avó do outro lado da linha:


– Não é que está dando tudo errado, Ju. Não está como você quer, mas já já vai dar tudo certo.

E vai vó. Se a senhora diz, é por que vai. Vó deve ter um pacto com Deus para fazer as coisas darem certo né? Pronto, a gente riu no telefone e eu até esqueci daquele mau humor inicial.

DESINTOXICA, MEU AMOR

Desliguei o telefone com uma única certeza: Desintoxica, meu amor. Se livra desse mau humor, irritação e peso nas costas. A mochila carregada nesse ano que passou fica de lado, como aquela que usamos na época de escola. 2016 precisa de espaço para chegar e uma mochila nova para levar nos dias que estão por vir. Recupere a coluna, a postura e o estado de espirito. Aproveite os dias para fazer uma faxina na casa, na vida, na alma. É o maior e mais bonito dos clichês, pegue para você sem medo.

Não é só desapegar, é desintoxicar também. Eliminar da vida aquilo que não faz bem, que pesa, que é meio termo, sem graça, sem acrescentar nada. Sentimentos, pessoas e coisas. Que fique só aquilo que faz bem, amém. Com oração certa, coração tranquilo e vontade própria a gente ajeita a vida, a rotina, as vontades e as cismas, para se despedir do velho e abraçar o novo.

Está mais do que na hora de sermos mais leves, com os outros e com a gente mesmo. Que em 2016 a gente aprenda a fazer muito mais do que um detox de corpo, tem coisas que precisam de alma mesmo. Faça um detox na sua. (Porque na minha, com toda certeza vou fazer!).

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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