Destino ou livre arbítrio?

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Algumas pessoas pensam que conseguem controlar a sua vida, mas querer controlá-la é como querer controlar um tsunami. Outras pessoas são mais passivas e acomodam-se porque acham que tudo está destinado. Apesar de a verdadeira resposta ficar aquém da nossa capacidade de compreensão, a vida acontece entre várias possibilidades.



É possível influenciar o nosso destino até um certo ponto, se fizermos esforços para isso e os resultados que obtemos são na proporção do esforço que fazemos. Mas, há alturas em que forças maiores intervém e os acontecimentos surgem sem a nossa previsão.

Podemos olhar para o destino como as cartas que nos são dadas pela vida e o livre arbítrio o que fazemos com essas cartas. As cartas que recebemos são os nossos pais, corpo, sexo, situação económica, estado psicológico da nossa família, doenças graves, encontros com pessoas de vidas passadas e a data da nossa morte.

O nosso destino é criado pelas ações de vida passadas, crenças limitadoras presentes e lições que escolhemos aprender. O que existe no nosso inconsciente é uma mistura de impressões passadas e presentes que moldam a nossa vida.


Se temos pouco karma, a nossa vida seria como andar na rua num dia com vento ameno.

O vento não tem grande poder sobre nós. Mas, se tivermos um karma razoável, a nossa vida é como andar no mar, onde os movimentos são mais lentos e esforçados. Ter um grande karma seria como andar na lama, onde ficamos facilmente presos e sem grande capacidade de nos movimentarmos.

A percentagem de livre arbítrio reduz de acordo com o nosso plano individual e como vamos reagindo a ele. Se reagimos sabiamente aumentamos o nosso livre arbítrio, se não reagimos sabiamente o nosso grau de liberdade vai diminuindo. A sensação é como se vivêssemos presos, sem estarmos numa prisão, sem espaço para grandes escolhas, mudar de direção ou co-criar novas possibilidades.


Mesmo que tenhamos escolhido as nossas lições, muitas vezes podemos passar a vida toda sem nos lembrarmos disso e até mesmo sem as aprendermos. Principalmente se é algo que rejeitamos como a nossa realidade ou que não queremos experienciar.

Esquecemos que o que recebemos dos outros e da vida é nosso e que se alguém está a ser menos adequado connosco é porque se calhar já fomos menos adequados para elas ou para outra pessoa num passado recente ou longínquo. Não há santos nem vilões, muitas vezes os papéis estão invertidos apenas para sentirmos como é estar do outro lado.

Uma doença pode ter sido criada pelo passado, presente ou destino. Em qualquer um dos casos o nosso interesse deve ser sempre o que podemos aprender com isso.

Destino é o resultado do modo como pensamos, agimos, comemos e se comportamos.

Ao mudarmos isso, podemos mudar os resultados. Infelizmente estamos mais preocupados em sobreviver, em obter aprovação, amor e em estarmos seguros no mundo material. Não queremos que as coisas mudem muito, porque a mudança nos assusta e optamos por ficar como estamos. Obstruímos o processo de crescimento ao reprimir os desejos da nossa Essência e não nos permitimos evoluir, porque isso implica deixar ir apegos, hábitos e necessidades de criança.

Enquanto crianças os brinquedos são tudo para nós. Em jovens queremos uma bicicleta, depois uma mota, um carro, uma casa ou uma relação. Ao longo dos anos, o que nos faz feliz muda e quando não permitimos que as nossas necessidades evoluam ficamos parados no processo de evolução. A maioria continua a procurar felicidade como era em criança. Procuram brinquedos para se distraírem e passar o tempo. Apenas os adultos estão a procurar liberdade.

A sua vida é como um carro sem condutor, que segue o caminho com menos resistência.

O caminho das necessidades, desejos da mente e dos sentidos. Neste tipo de vida não existe muito livre arbítrio porque vivem controlados pelo seu programa e são meros robots.

Para aumentar o livre arbítrio temos que ter vontade para ver o que está debaixo do tapete e mudar a forma como nos estamos a posicionar sobre isso. A felicidade não está no caminho já conhecido, porque ele leva-nos para onde nós já estamos. Se ganhamos claridade e consciência acerca da nossa vida, podemos mudar o curso da nossa vida.

Fumar, beber ou comer demasiado pode trazer prazer imediato, mas magoar-nos a longo prazo. Uma pessoa que bebe, vai conduzir e morre num acidente de viação escolheu morrer mais cedo e jogou mal as suas cartas. Mas, alguém que tem uma boa conduta e morre por um motivo imprevisível ou doença grave está a cumprir com o seu plano individual e um plano maior.

O destino tem uma natureza espiritual, por essa razão só pode ser superado através da

espiritualidade. Apenas com auto-conhecimento e uma prática espiritual podemos reduzir a severidade do nosso destino e expandir a nossa mente a um ponto onde já não se deixa controlar.

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