Vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada.



Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são: – objetos que você não usa; – roupas que você não gosta ou não usa há um ano ou mais; – coisas feias; – coisas quebradas, lascadas ou rachadas; – velhas cartas, bilhetes; – plantas mortas ou doentes; – recibos/jornais/revistas, antigos; – remédios vencidos; – meias velhas, furadas; – sapatos estragados…

Ufa, que peso!

“O que está fora está dentro e isso afeta a saúde”, aprendi com dona Francisca. “Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!”, ela diz, enquanto me ajuda a ‘destralhar’, ou liberar as tralhas da casa…


O ‘destralhamento’ é a forma mais rápida de transformar a vida e ajudar as outras eventuais terapias. Com o destralhamento: – A saúde melhora; – A criatividade cresce; – Os relacionamentos se aprimoram… É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois “existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos”.

Outros possíveis efeitos do “acúmulo e da bagunça”: – sentir-se desorganizado; fracassado; limitado; aumento de peso; apegado ao passado… No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; Na entrada, restringem o fluxo da vida; Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;

Acima de nós, são dores de cabeça; Sob a cama, poluem o sono.

Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar.”


Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:

– Por que estou guardando isso? – Será que tem a ver comigo hoje? – O que vou sentir ao liberar isto?

…e vá fazendo pilhas separadas…


– Para doar! – Para jogar fora! – Para mandar embora!

Para destralhar mais:

– livre-se de barulhos; – das luzes fortes; – das cores berrantes; – dos odores químicos; – dos revestimentos sintéticos…

e também…


– libere mágoas; – pare de fumar; – diminua o uso da carne; – termine projetos inacabados.

“Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente”, diz a sabedoria oriental.

O Ocidente resiste a essa ideia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente. Dona Francisca me conta que

“as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo”...


a gente deveria de ser assim, ela diz: “Destralhar ajuda a adocicar.” Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar?

Mirella Maria Hespanhol

 


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