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Des(umano) mu(n)do “maravilhoso” das cibernéticas!

Des(umano) Mu(n)do “Maravilhoso” das CibernéTicaS!



Nessa busca compulsiva pela beleza, que na verdade, torna as pessoas mais escravas de imagens do que propriamente belas por natureza, nunca entendi por que precisamos viver como e ter a pressa do coelho da fábula de Alice e jamais sentir-se no “País das Maravilhas”. Ainda, almejar a casa dos “Jetsons”, o milhão do “Patinhas”, o carro do “Batman”, a espada do “He-Man”, pois – “eu tenho a força” para aguentar tudo isso e afinal, existe um “super-homem” e uma “mulher maravilha” dentro de cada um. E pior, identificando-se com essa era das engenhocas!

Quem são aqueles seres “transformers” performáticos? Vivem em um contexto dividido por quem tem mais e menos, porém assumindo características semelhantes, onde tudo vem carregado de profundos significados. Quem consegue dar beijinho no ombro e ir em frente comprar tudo por menos de dois na esquina do um e noventa e nove, ulalá… Bananas para vocês falam anunciando os indubitáveis avanços, muitas mudanças, transformações e facilidades modernices.

É a panaceia poder estar confortável em uma cadeira ergométrica, à frente de uma mesa giratória e esticar a mão, pegar uma xícara de Nescafé, Milhos Kellogg’s, ler o jornal impresso ou virtual no micro “computer” portátil, responder mensagens, falar ao celular, sem mover um ossinho ao ouvirmos seu “trimmmm” modificado, vibrante e luzes acendendo. Marcados a ferro e fogo por uma época que “educa” a possuir bens, profissões, boas roupas, cultura e ter acesso direto ao excesso. Lógico, entre férias, salários e décimos terceiros tentamos acompanhar as transformações do trabalho, ao mesmo tempo sonhando em empreender qualquer birosquinha.


E mais: nos foi delegada a façanha de sermos mantenedores, na maior parte das vezes aculturados, dessa global aldeia “civilizada”. Que dor de cabeça enfrentar a crise de identidade aos vinte séculos de idade e depois como enfrentar a maioridade aos vinte e um? Somos o que fazemos, vestimos e ingerimos? Corremos demais para sermos saudáveis, longevos e quiçá imortais, mesmo que sejamos sonolentos e mal dormidos, hipocondríacos e viciados em curas rápidas e soluções imediatistas. Vai uma cirurgia aí? Como oferecer uma bala, todos enfrentarão a sua… Normalmente. Como não questionar essa quantidade de tempo gasto olhando, teclando e tocando em caixas elétricas capazes de hipnotizar “seres em fase vegetativa”. Não é à toa que Einstein desabafou:

–  “A tecnologia é um machado nas mãos de um psicopata”.

Por horas, a fio elétrico, ficar olhando uma caixa falante, envolto em muros eletrificados de “proteção”, andar sob rodas em outra embalagem “segura”, vestir panos nada confortáveis. Oprimidas vestes em prol da aparência do “status quo” de pertencer a uma “tribo” e sentir-se aceito, mesmo que, violente meu corpo e cometa o ato mais automático de todos os tempos, o de consumir compulsivo e mecânico, com o consentimento da mente.


Graças a mulheres como a literata e feminista Camille Paglia não me sinto tão sozinha e sua afirmação em Personas Sexuais de que “O século vinte não é a era da ansiedade, mas a era de Hollywood” sublinha meus pensamentos.

E o nosso alimento?

Como gostaria que sonhos, arte, música, teatro e leituras fossem comestíveis!

Quem nunca achou bizarra a ida ao “Super Mercado” e a experiência de pegar caixinhas em caixotes gigantes no templo do empanturrar. As comidas e alimentos ou são primitivos ao extremo como a carne ou tão sofisticados a ponto de ser intocável e inacessível. Por outro lado, quem viu o filme de Robert Altman, O Prèt a Porter, entendeu a “bosta” do cachorro de uns e os outros que são abandonados nas ruas? E os mendigos e marginalizados, as crianças com fome sem pai nem mãe, os idosos vistos como incapazes e à mercê dessa “encenação” patética? Uma estética concebível que envia suas cacas sem saber para onde e quando? Se sanear é preciso, ao passo que, viver na M é impossível.

Cidadanizar quem? Zumbis amedrontados pelas ciências: da comunicação, da saúde, da educação, das engenharias, das leis e do direito, das herméticas, heréticas BioenergÉticas, que por falar e bem dizer, devemos recriar uma nova Ética:

– Sem torturar o corpo (a cada segundo encontramos uma maneira de fazê-lo)

– Sem máquinas invasivas (plásticas estéticas, aparelhos emagrecedores, próteses).

– Sem energias de guerra (petróleo, bombas, energias nucleares).

– Sem todo este contexto, capaz de tornar o homem pesado, cabisbaixo e incapaz de olhar para cima. De uma postura Homo erectus retornará ao estado de Hominoides?

Levantem-se e invertam o perverso quadrado. O e(in)voluído tem suas artimanhas e aprenderemos a dar valor e ver a natureza esfera redonda com todo seu esplendor. Presente dos céus! O universo pleno. Inteiro. Sermos íntegros e vê-lo na íntegra. Saber que, sim o erétil é capaz de reerguer-se novamente, dar a volta por cima, conectar-se ao todo circunférico, alongar-se, tocar o próximo com a verdadeira energia, usar o telepático cérebro, pleno de sinapses mágicas e dar o célebre salto do desenvolver a única tecnologia capaz de transmutar: o infinito fio sutil da paz, do amor ao próximo, de consciências alertas, ativas, gestálticas, quânticas, qualitativas e cooperativas.

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