Comportamento

Detentos constroem casas para cães abandonados: “Pagando minha dívida e cuidando dos animais”

5 capa Detentos constroem casas para caes abandonados Pagando minha divida e cuidando dos animais

No Centro de Detenção Provisória (CDP) de Serra Azul, em São Paulo, quatro detentos decidiram produzir casinhas para animais abandonados na cidade.



Em São Paulo, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Serra Azul, os detentos e o diretor do local tiveram a ideia de produzir casinhas para animais abandonados usando entulhos. O projeto recebeu apoio de um empresário da região e os produtos são entregues em ONGs ou abrigos temporários.

Toda a madeira utilizada na produção das casas seria descartada, mas quatro detentos do local usam sua experiência para transformá-la em algo aproveitável. Os envolvidos no projeto usam o tempo de reclusão para ajudar animais abandonados em Serrana, e relatam que é uma ótima forma de passar o tempo.

A ideia partiu do diretor do CDP, Valdemar Alves, que viu nas redes sociais alguém compartilhando sobre pontos de comida e água para cães e gatos em situação de rua.


Esse projeto que alimentava os pequenos abandonados era comandado por Wagner, um empresário que ficou extremamente feliz quando recebeu a ligação de Valdemar.

Ele contou ao portal CicloVivo que entrou em contato com o empresário para falar de um projeto que já estava sendo desenvolvido em outro presídio da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), da construção de casas para animais abandonados. Valdemar se colocou à disposição para fazer algo semelhante no CDP de Serra Azul.

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Direitos autorais: reprodução/divulgação SAP.

O diretor contava ainda com a habilidade em marcenaria do detento Carlos Eduardo Marciano, de 46 anos, que ensinou aos companheiros do presídio como trabalhar com a madeira para construir as casinhas que idealizaram. Carlos revela que é muito importante se manter ativo e trabalhando, enquanto está preso, porque o local onde estão não é bom.


Além disso, explica que eles constroem as casinhas com amor, porque sabem que aquilo ajuda dezenas de animais abandonados. A primeira leva de material veio de um entulho de uma reforma numa das quadras municipais de Serra Azul.

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Direitos autorais: reprodução/divulgação SAP.

O empresário sabia que aquele material seria descartado como entulho, mas ele e o diretor do CDP conseguiram fazer com que o município doasse a madeira para o projeto. Outros empresários ajudaram, doando ferramentas, pregos, lixas e todo equipamento necessário para que a produção atendesse a alguns requisitos.

Os detentos têm material suficiente para produzir cerca de 50 casas, e até agora já entregaram 28. As primeiras foram distribuídas para ONGs e lares temporários em Serrana.


Assim, quando um cuidador adotar um animalzinho, já leva consigo uma casinha.

A intenção é que parte da produção seja vendida em pet shops, para que, com o dinheiro arrecadado, se consiga comprar sacos de ração para as ONGs de animais do município. Ronaldo César Justino, de 52 anos, envolvido também no projeto, explica que a iniciativa é muito importante para que o preso consiga se reinserir no convívio social, além de trabalhar pela causa animal.

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Segundo o detento, o trabalho ocupa o tempo e a mente, e ele sente que é bom saber que, ao mesmo tempo em que pagam sua dívida com a sociedade, ajudam a cuidar de animais abandonados. O projeto tem devolvido a autoestima dos envolvidos, que vêm trabalhando com muito afeto e disposição.


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