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Detetive que investigou caso de menino órfão se sensibiliza e o adota. “Ele tem um coração enorme”

Quando tinha apenas 8 anos, Ronnie passou por uma situação extremamente traumática: perdeu  toda sua família.



A adoção é sempre motivada por sentimentos de bondade, que florescem naqueles que gostariam de aumentar sua família.

A quantidade de crianças e adolescentes que aguardam esse momento passa dos milhares em cada país, e em muitas ocasiões suas histórias são acompanhadas de traumas que vão ficar gravados para sempre em suas vidas.

Com apenas 8 anos, Ronnie se tornou testemunha de um terrível crime, no qual perdeu toda sua família. Foi o próprio pai quem provocou aquela situação, e o pequeno menino perdeu sua mãe e sua irmã, e ainda precisava conversar com os detetives sobre o assunto, tendo que revisitar tudo o que tinha acontecido.


Mike Blair, de 45 anos, fazia parte da equipe de aplicação da lei chamada à casa da família em Riverview, uma comunidade ao sul de Tampa, e acabou se envolvendo no caso do menino, principalmente por conta da gravidade do crime. O detetive escolheu visitá-lo no hospital, cerca de duas semanas após o crime, e Ronnie o convidou para assistir a um filme.

Mike chamou sua esposa, e naquela noite os dois foram visitar o menino, e Danyel Blair, de 42, conta que ficou muito surpresa quando seu marido a chamou. Segundo reportagem do Washington Post, o casal, que já tinha filhos, assumiu imediatamente o instinto de cuidar dele, como se soubesse que aquela era a melhor saída para eles.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Além de passar por terrível trauma, o menino ainda sofreu graves queimaduras, e isso deixava Mike e Danyel ainda mais sensibilizados. Cinco meses depois daquela aproximação, o detetive recebeu uma ligação dizendo que Ronnie precisava de um lar adotivo urgentemente, já que tinha passado por outros dois lares, mas não teve sucesso.


Mike imediatamente assumiu aquela posição, e conversou com a esposa, que prontamente concordou, é como se eles sempre soubessem que, em algum momento, adotariam uma criança, seus corações estavam preparados para isso. Era a coisa certa a fazer e assim eles começaram uma nova jornada, na qual precisariam de muito apoio médico e psicológico.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Mike conta que Ronnie tem um enorme coração e que lutou muito para sobreviver ao trauma que lhe foi infligido, mas nunca descontou sua raiva ou frustração em ninguém. Agora, aos 12 anos, ele conta que, na época, estava muito confuso, mas que se sentiu seguro quando percebeu que uma nova família o queria adotar.


Seus novos irmãos e pais o ajudaram a processar a dor de perder repentinamente a irmã e a mãe, que tanto amava, além de precisar lidar e compreender o que motivou seu próprio pai a fazê-lo. São sentimentos intensos e sérios demais para qualquer pessoa, independentemente da idade, lidar, imagine para uma criança?

Felizmente, eles conseguiram encontrar uns aos outros, como se estivessem esperando esse momento. Hoje Ronnie é um pré-adolescente normal, que passa mais tempo tentando se descobrir do que qualquer outra coisa, e seus pais ficam felizes em perceber que tudo tem corrido bem!

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