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Deus deu uma vida para cada um cuidar da sua!

A VIDA É MINHA – QUANDO EU CANSEI DE TE AGRADAR...

A vida é minha, isso ninguém me falou: Quando eu cansei de te agradar.



Eu estou em mau humor tão grande que se essa mulher soubesse, não andava lerdamente na minha frente, por que as pessoas passeiam no mercado? Enfim…

Eu tenho um grande problema com os palpites alheios, os detesto. Deus deu uma vida para cada um cuidar da sua, mas as pessoas querem cuidar da do amiguinho, no caso eu. Se não fosse educada, te mandaria para um lugar tão, tão distante. Quer saber? Vai lá! Vai!

Engraçado como as pessoas sempre sabem o que você deve fazer, na sua saúde, na sua profissão, no seu peso, na educação dos seus filhos, se você deve ter filhos, quem devo amar, se devo amar, até a hora de casar, por mais que a vida delas estejam de cabeça para baixo, elas sempre sabem o melhor para você, tenha santa paciência! Deixa a minha vida. Pratica o desapego comigo!


Eu sempre quis ser melhor do que eu sou hoje, no sentido de evolução mesmo, melhor como pessoa, e por muito tempo eu achei que iria conseguir ouvindo as pessoas, achando mesmo que todo mundo me ama e queria me ver bem.

Lição 1: Se palpite fosse bom não se dava, vendia.

Lição 2: As pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor que elas.

Lição 3: Se quer ser feliz de verdade, cala-te.


Não! Não é um palpite, foi o que eu descobri com a vida.  Após anos ouvindo as pessoas, a única coisa que eu ganhei foram crises de ansiedade, pois eu queria simplesmente agradar a todos, e claro, eu nunca conseguia, e nisso tudo eu esqueci a única pessoa que importava para minha felicidade: eu.

Eu esqueci que a vida era minha. Colocava milhões de metas na minha vida, as quais no fundo não desejava, que eu sabia que não iria dar certo, não por incapacidade, porque não queria e ponto. Eu sabia das minhas limitações, mas não as assumia, aliás para uma menina de coração de gelo, ser feita de aço seria só mais uma consequência.

Mas eu não era de aço, não tinha coração de gelo, pelo contrário: eu era flor despetalada por dentro, que perdia a vida como uma flor que perde a seiva ao ser arrancada da terra. Quando todo mundo dormia eu chorava, no banho eu chorava, eu olhava fixamente os faróis altos do ônibus em alta velocidade, calculava a força do impacto sobre meus ossos. Seria mesmo feita de aço? Ou de sentimentos de aço?

Eu não sabia mais quem era, uma vida para agradar aos outros, tentando provar a todo tempo isso ou aquilo, por mais que não fosse importante para mim. Então eu vi que não estava abandonada por essa ou aquela pessoa, que não era Deus que tinha me abandonado, era eu a única culpada pela solidão e o vazio que me consumia a alma. Era eu, apenas eu, sempre fui eu.


Era eu que odiava minha imagem, meu peso, sempre achava que fazia as escolhas erradas, que talvez devesse comer fígado, tentava sempre alcançar além do que meu braço permitia, era eu… Que ouvia todas as críticas, acreditava e me corroia em uma agonia desejando sempre ser alguém menos ser eu.

E então eu comecei a olhar mais para as marcas que fiz, comecei a me aceitar, amar estar comigo, passei a gostar mais de minha companhia, algumas pessoas me olham torto com olhar de tristeza achando que é solidão, eu amo meus amigos, mas amo estar comigo também. E então passei a me amar de verdade, e o melhor amar quem eu era.

Os palpites continuam chegando, de todos os lados, sobre todas as coisas. Você pode escutar, mas não ouvir tudo, fique com o que é bom, mas lembre-se: ninguém sabe o caminho da sua felicidade a não ser você. E quando se sentir perdido escute a sua alma, ela costuma gritar a direção correta nessas horas, basta ouvir. Agora sei que só eu posso dizer o que, ou quem me faz feliz, a vida é minha, e isso ninguém me falou.


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