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Devemos ser cautelosos com as palavras e atitudes que adotamos em relação às pessoas…

Quem já não ouviu alguém dizer: “Cuidado, as palavras têm força”. Muitas vezes, elas parecem assombrações: perseguem-nos por anos… algumas nos acompanham uma vida toda…

Muitas vezes, saímos por aí com um manual à mão, arbitrando sobre a vida dos outros, como se fôssemos Deus, onipotentes, como se conhecêssemos a vida deles e ainda tivéssemos autorização para decidir o que é melhor ou não para eles, não importando quem. Opinamos como se eles tivessem a obrigação de se encaixar em nosso modelo, aquele tido como padrão para todos. Parece que todos têm que caber na forma estabelecida pela maioria e determinada como correta ou não!



Também não são poucas as vezes que dizemos tudo o que nos vem à boca; sem ao menos nos preocupar com os efeitos que as palavras proferidas poderão causar no outro, submetemo-lo a nossa vontade.  À medida que adquirimos consciência, damo-nos conta da importância do que dizemos às pessoas e do cuidado que devemos ter ao fazê-lo, principalmente quando nos dirigimos àqueles que são queridos e significativos em nossas vidas.

Devemos ser cautelosos com o que falamos, com as omissões e com as atitudes que adotamos em relação às pessoas. As palavras ditas de maneira inadequada e intempestiva ferem e machucam.

Algumas vezes, somos tomados por algum complexo, falamos sem pensar, de forma grosseira, e não calculamos o dano que poderemos causar aos demais. Falamos e acabamos machucando quem está em nosso entorno e convive conosco.

Uma palavra e um comportamento impensados mudam situações, abalam amizades, rompem vínculos de afeto e relacionamentos. As atitudes e as palavras são poderosas, principalmente se andarem juntas, e não devemos subestimá-las nem seu poder de atuação e os efeitos lesivos que causarão nos outros e em nós mesmos.  Algumas consequências permanecerão para sempre.

Quem já não ouviu alguém dizer: “Cuidado, as palavras têm força”. Muitas vezes, elas parecem assombrações: perseguem-nos por anos e estão prontas para serem pronunciadas quando menos imaginamos; algumas nos acompanham uma vida toda, jamais nos abandonam, bem como os efeitos que causam… Diariamente, fazemos e falamos coisas e somente mais tarde perceberemos o resultado. Machucamos, omitimos, mentimos, somos frios, imaturos, egoístas… Sem que possamos notar, os anos passam e vamos incorporando tais gestos e falas em nosso cotidiano e em nosso vocabulário e ambos acabam por fazer parte de nossa história. Tornam-se nossos companheiros de jornada e se somam a tantos outros, vestindo roupas e aspectos aparentemente inofensivos.


As palavras estão presentes em nosso pensamento, dentro de nós; e, quando algo ou alguém nos cutuca, elas fazem questão de se manifestar e nos lembrar de situações pendentes, mal resolvidas.

Ocasiões decorrentes de palavras mal-empregadas e ditas impensadamente em horas inoportunas e que devem ser esclarecidas e deixadas para trás. Sem planejamento ou qualquer explicação ou entendimento plausíveis, um dia somos expostos à situação semelhante a que vivemos anteriormente. O que fizemos e falamos nos é feito e dito. Então, vem a nossa mente, de maneira cristalina, o dano que causamos no outro. Nesse exato momento, nós nos damos conta de nossos atos impensados. Muitas vezes são bobagens, vaidades, egos, infantilidades, diferenças de opiniões, mas isso pode magoar, e muito; às vezes, ressoa uma vida toda.

Nasce então a necessidade e a urgência de repararmos o que causamos e deixarmos tal situação lá atrás. Buscamos a pessoa que supostamente magoamos para nos desculparmos e, finalmente, esclarecermos o mal-entendido. Somente agora temos a consciência da gravidade do que falamos e do prejuízo causado, mesmo que de maneira involuntária.


No entanto, isso não nos serve como desculpa, consolo ou justificativa. Já foi dito, feito e lançado ao Universo, não há retorno.

Saiu de nossa esfera de controle. Por isso, não importa se a pessoa nos perdoa ou nos libera de algo que lhe fizemos, porque o perdão que nos foi concedido não nos desamarra do acerto de contas com a vida. Portanto, lavemos a alma das mágoas, das culpas e dos rancores antigos, guardados… Sejamos humildes e peçamos as necessárias desculpas a tempo.

Resolvamos as situações pendentes, adiadas, e nos perdoemos. Não sabemos o dia de amanhã, talvez nem consigamos fazê-lo…


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: marctran / 123RF Imagens

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