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Diamante ou grafite?

Dizem os lapidários que não podem existir duas pedras de diamante iguais, pois são exclusivas e únicas em cada detalhe. Conhecido por sua resistência e majestosa beleza, é uma preciosidade muito almejada com altíssimo valor agregado. Na abordagem espiritual a bela pedra preciosa é conhecida por purificar ambientes, atrair boas vibrações e principalmente por intensificar a energia de outras pedras. Para chegar ao estágio final e encher nossos olhos com seu brilho incomparável, o diamante passa por vários estágios de lapidação, desde o corte até o abrilhantamento, processo que demanda tempo, experiência e dedicação minuciosa.



Algo familiar?

Muitas abordagens utilizam o exemplo do diamante como comparativo de nossa trajetória, que precisamos ser lapidados, que esse processo pode envolver dor, sofrimento e decepções e ainda que isso tudo será convertido em experiência e aprendizado para enfim sermos pedras preciosas, lapidadas e prontas para irradiar seu brilho. Realmente é uma ótima comparação, pois nosso caminho de evolução é mais ou menos assim. Mas não é exatamente desse ponto de vista que parte minha análise.

Após ler um artigo sobre o assunto, tendo um conhecimento bem superficial sobre pedras preciosas, um fato me chamou a atenção. Diamante e grafite (aquele cinzento, sem brilho e quebradiço usado na área industrial) possuem a mesma composição: carbono. A gritante diferença entre eles está na forma como os átomos do mineral se unem. É um fenômeno chamado alotropia que pode resultar em um valioso diamante ou em grafite.


Note que um dos fatores primordiais que diferencia pessoas é exatamente a forma como “unimos nossos átomos” que através do processo nos transformará em diamante ou grafite. Nesse cenário, os átomos são representados pela bagagem que carregamos: experiências, aprendizado, desamores, desilusões, perdas entre outros vários aspectos que encontramos pelo caminho. E a forma como processamos, organizamos, juntamos e aprendemos com esses “átomos” é o ponto chave que define a qualidade de nossas emoções e nosso nível de satisfação com a vida.

Já se perguntou por que algumas pessoas com histórias tristes, marcadas por tragédias e rejeições, aparentemente com todos os motivos do mundo para transformar-se em cinzentos grafites, como num milagre transformam-se em reluzentes diamantes? Enquanto pessoas que supostamente não possuem suas vidas manchadas por adversidades, não encontram seu caminho, sua iluminação interior e vivem envoltas por sentimentos tóxicos como a raiva, a amargura, a angústia e a insatisfação com o Universo? Isso mesmo… a maneira que ligam os “átomos”.

A boa notícia é que diferente do grafite presente na natureza, que será eternamente cinzento e quebradiço, na “química do Universo”, “pessoas grafite”, através da lapidação, do treino mental diário e do aprendizado tornarem-se nobres diamantes.

A escolha é sua, por mais difícil que pareça o processo de transformação (e é!), sempre vamos nos deparar com ao menos duas alternativas. Não podemos manter o controle do mundo externo, mas em nossa “casa interior”, somos exclusivamente responsáveis pela ordem ou desordem. Podemos optar por cultivar a plenitude interior, independente se “lá fora” os acontecimentos corram desgovernados.


Como você se considera? Grafite, diamante ou uma mistura homogênea dos dois elementos?

É primordial a autoanálise para o constante aprimoramento de nosso ser, além, claro, te ter a certeza que é de provações, lágrimas, sorrisos, boas e más experiências que se constitui um belo diamante, um grande vencedor.

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