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Dica de ouro para um homem arrebatar sua parceira

A maior parte das conversas cotidianas são superficiais e giram em torno de acontecimentos trágicos ou engraçados, passando por fofocas e pouca profundidade efetiva. Apesar dessas conversas serem muito auxiliares para aliviar a tensão ou divertir não criam conexões reais e empatia sólida no relacionamento amoroso.



Na maior parte do tempo o que as pessoas experimentam é uma sensação de solidão mesmo acompanhada. Quando encontram o seu parceiro o que mais gostariam de obter é um tipo de conversa que passasse pelos temas cotidianos, mas não parasse por ali.

Se existe algo universalmente aceito pelas mulheres como algo desejável num relacionamento amoroso é a presença de conversas íntimas.

O que define um relacionamento íntimo é a possibilidade de exposição mútua de tudo aquilo que é um pouco inconfessável nas rodas de conversas habituais. Todos têm um lado menos honroso, um podre, um pensamento vil ou um sentimento invejoso. Poder receber um ouvido carinhoso e não condenador seria um paraíso para muitos, é quase um descanso da alma.


O grande problema dos casais é não atingirem esse clímax de intimidade onde ambos permanecem ignorantes um do outro sem saber o que se passa no seu quarto secreto, a não ser raramente em comentários soltos.

Mas por que os homens se recusam a ter conversas íntimas com suas parceiras?

De modo geral, com poucas exceções, os homens percebem seu universo de interesses tão distantes de suas parceiras que se fossem compartilhar sua intimidade causariam repulsa, nojo ou perda de admiração.

Quando ele faz qualquer tipo de confissão recebe algum tipo de crítica no momento que tenta se abrir.


Imagine a cena:
– Amor, quero compartilhar um pensamento.
– Claro, que bom que quer conversar.
– Tenho sentido desejos pela minha colega de trabalho e não sei lidar com isso. Ao mesmo tempo que sei que é errado e fico tentado a tomar uma ação. Ela é atraente e já demonstrou interesse. Eu tenho sentido que nossa vida sexual anda devagar, seja pela rotina, cansaço, apatia nossa, exceções de preocupação, filhos, descuido mútuo com aparência física. Honestamente, penso que ela não faz muitas exigências e ri das minhas piadas batidas. Quando tento o mesmo com você surge um riso amarelo e mudança de assunto. Me sinto bobo e me fecho, sinto inadequado e infantil. Quanto ao nosso sexo nem eu me dou conta que tenho bloqueios em relação à você. Ao mesmo tempo que a desejo tenho medo de parecer bruto, frio e egoísta. Com tudo isso sei que não tenho muita habilidade para conversar e me fecho, você se ressente e eu fico ainda mais acuado. Mas o que faço em relação à isso?

– Saia da minha frente seu animal insensível.

Sim, é muito difícil ouvir realidades duras à respeito do que é inconfessável no nosso interior.

Uma mulher também teria medo de se abrir e dizer para o seu parceiro.

– As vezes seu hálito de cerveja me faz enojar, seu jeito de procurar sexo me excita tanto quanto um menino de 5 anos, sua conversa mole que diz uma coisa e faz outra me envergonha, seu jeito cético e desiludido em relação à tudo é de dar dó e seu jeito é mais imaturo que meu sobrinho de 10 anos.


Esse diálogo impossível seria um exemplo de tudo o que pode se passar na cabeça de um casal,  é inconfessável.

Com o tempo isso faz com que ambos se fechem completamente e se recuse a se abrir novamente. Nas próximas tentativas abordará assuntos superficiais e se recusará a compartilhar seus sonhos, medos, fracassos e vitórias.

Ela, que pede a verdade sentirá um vazio e ambos sentirão medo de abrir o coração.

Se ambos pudessem dar sua verdade e receber acolhimento incondicional talvez as conversas íntimas fossem mais frequentes. Mas a realidade é que somos pouco tolerantes no amor e frágeis diante de decepções. Quando notamos que a pessoa amada é falível (como se não fôssemos) parece que o desapontamento é gigantesco.


O desafio é, como encarar a pior faceta do parceiro sendo verdadeiramente receptivo?

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Fonte: Escrito por Frederico Mattos via Sobre a Vida


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