Dieta do comportamento – comece sem esperar uma segunda-feira qualquer



Estava pensando nessa onda de dietas, que na verdade, é mais um tsunami! São tantas as indicações para perder peso ou ganhar (dependendo de cada caso), assim como há tantos procedimentos invasivos para mudar algo em nossa ‘casca’.

E a nossa alma, como está? E a nossa sanidade, está em segurança? Quais são os cuidados com o que a nossa casca abriga, que somos nós mesmos? Por que passamos tanto tempo nos desprezando? Por que não estamos permitindo que a nossa essência seja exalada no Universo?

Então, pensei o seguinte: em uma dieta diferente, para remover excessos e acrescentar o que falta. Pensei como seria se a cada dia, logo ao acordar, tomássemos um grande cálice de esperança, não apenas de uma vida melhor lá no futuro, mas que essa esperança bastasse HOJE para um dia de menos cobranças vazias a si mesmo e muito mais crença em descobertas surpreendentes como finalmente reparar que nossos olhos brilham.

O excesso de mágoas, por que não podemos remover do peito essas terríveis amarras? A receita é simples: basta a consciência de que somos mortais e de que o tempo é tão relativo e curto que não podemos desperdiçá-lo guardando emoções negativas na alma.

E essa preocupação com o que o outro acha ou diz? E essa percepção do outro como mais importante do que a percepção de si mesmo?

A receita é o soro do equilíbrio, a reflexão sobre si e o exercício da observação do outro, sem julgamentos, em uma tentativa de compreensão como se fôssemos nós o outro, alguns chamam isso de empatia, mas podemos também chamar de humanidade.

E essa nossa preocupação com o nosso corpo, com a nossa imagem, em como estamos sendo enxergados fisicamente? Se estamos muito magros, muito acima do peso, se temos muitas marcas pelo corpo, pelo rosto, se nosso cabelo está estranho, se nosso rosto está envelhecendo. A receita é viver uma vida dentro de si, uma vida com os olhos projetados para dentro deste corpo frágil e mortal, projetados para enxergar quem somos.

E quanto aos nossos medos? Por que não podemos eliminar o excesso de preocupações da mente e simplesmente pensar em como a liberdade é pacífica e parte inerente da vida humana e que descobri-la é como alcançar uma das coisas mais majestosas nessa Terra?

E ao invés de gastar tanto dinheiro com o que não precisamos realmente, por que não podemos nos dar um tratamento mental para entender um pouco mais do ser humano que somos no mundo e de que como podemos ser em totalidade?



E se nos esvaziássemos de tantas expectativas em relação à vida, a nós mesmos e ao outro e esperássemos apenas entender os pequenos sinais que a vida mesmo nos dá?

E se de repente a gente parasse de tentar tanto poupar as pessoas e priorizasse poupar a nós mesmos? Alguns dirão que é egoísmo, mas se não houver respeito a quem somos, aos nossos limites, como poderemos ter dignidade nessa vida?

Um chá de bom senso, uma dose dobrada de cuidado com a própria vida e talvez uns pedaços maiores de fé no amor talvez fosse o café da manhã ideal.

Se parássemos de nos empanturrar de julgamentos a nós mesmos, se cortássemos do nosso comportamento o vício da culpa! Se bebêssemos mais da fonte da sabedoria, que nos ensina mais quando observamos do que quando falamos!

Se a gente encarasse essa dieta, de verdade, levando a sério, começando de imediato, sem esperar uma segunda-feira qualquer, acho que seríamos muito mais leves e felizes nessa vida.

Se deixássemos esse ‘se’ e de fato fizéssemos algo, o que poderia mudar no nosso jeito de viver nesse mundo?


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: wallhere / 635393






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