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A diferença entre ser espontanea e ser impulsiva:

Ser espontânea é ótimo. Inclusive, acredito mesmo que a espontaneidade é um dos maiores e mais potentes afrodisíacos que uma pessoa pode usar para viver relacionamentos leves, divertidos e que valham a pena.



Mas qual o limite entre ser espontânea e ser impulsiva? A dúvida faz sentido já que ambos os comportamentos se referem a alguém que fala o que pensa, que mostra o que sente e que vive o que deseja.

Pois bem, a diferença entre uma pessoa espontânea e uma impulsiva é o quanto cada uma se conhece. O quanto cada uma está em sintonia consigo mesma. O quanto cada uma se reconhece, se respeita e se acolhe. Enfim, a quantas anda a autoestima de cada uma.

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Explico! Ser impulsiva, assim como ser espontânea, é se expor. Porém, a pessoa impulsiva é insegura. Não se sabe. Não se dá tempo de se olhar e se reconhecer nos acontecimentos. Está o tempo todo voltada para fora, para o outro. Acreditando que o outro faz e ela apenas reage. Dá ao outro e ao mundo o poder de direcionar seu próprio destino.

Ser impulsiva é oscilar, de forma dolorida e frustrante, entre a submissão e a agressividade. Entre exigir (e não pedir) e obedecer (e não escolher). É pensar, sentir e agir com o único intuito de atrair atenção para si. É tentar, o tempo todo, corresponder à sua fantasia sobre o que o outro deseja. É ignorar-se. E se perder e se arrepender repetidas vezes.

Já a espontaneidade é ser fluida. Se colocar e se mostrar também. Mas é, antes disso, aprender a reconhecer e respeitar os próprios limites. É saber até onde quer se expor e por que e quando fazer isso.


Não é se controlar. Não é se conter, se reprimir. É se saber. É escolher. É ser coerente. Alinhando pensamento, sentimento e ação. E se sentir tão autorizada e tão segura de si, que seu comportamento se baseia não só no seu potencial, mas também em suas limitações.

Isso significa que uma pessoa espontânea não é uma pessoa que age sem pensar. Pelo contrário. Ela pensa, analisa, observa. Ela se questiona, se percebe, se lê. Separa fantasia de realidade. Reconhece seus padrões repetitivos.

Enxerga as armadilhas que pode estar armando para si mesma. Está atenta às suas crenças limitantes. E usa todo esse conhecimento para estar no mundo. Para ser íntegra e inteira nos seus relacionamentos.

E a melhor notícia é que espontaneidade pode ser aprendida. Pode ser desenvolvida. No início, é como qualquer outro aprendizado. Você pensa mais antes de agir. Até fica insegura e sem saber se vai dar certo.

Mas depois, com treino e consistência, você percebe que já não precisa pensar em cada detalhe antes de falar, de se mostrar. E, mais do que isso, você descobre que não vai dar certo sempre. Que você vai errar. E que tudo bem. É assim mesmo.

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Não se trata de perfeição. Trata-se apenas de ser você, com toda a sua ímpar, perfeita e bela imperfeição. E assim, de ser mais e mais espontânea a cada permissão que você se dá de simplesmente viver e amar. Com tudo o que você é!

 

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Publicado Originalmente em: Rosana Braga

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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