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Dignidade é amar e cuidar de si mesmo, colocando o autorrespeito em primeiro lugar!

A dignidade nunca será plena no orgulho!

Nossa dignidade não é algo que podemos negligenciar ou deixar influenciar por orgulho. É uma característica essencial da nossa personalidade e o que nos faz seguir caminhos positivos e conquistar boas coisas na vida.


Dignidade é amar e cuidar de si mesmo, colocando o autorrespeito em primeiro lugar. É o que nos faz continuar firmes em nossos propósitos, mesmo feridos e quebrados. No entanto, parece que, cada vez mais, nosso mundo está nos afastando da dignidade, pois, cada vez mais, temos nossos direitos vetados e oportunidades e liberdades tiradas de nós.

Nesse momento atual, é importante conhecermos o trabalho de sábios que nos oferecem conselhos para lidar com a situação denominada por eles como “era da dignidade”.

De acordo com esses pensadores, chegou a hora de darmos voz aos nossos pontos fortes e desejos, e trabalhar em nós mesmos para alcançarmos uma satisfação com o mundo ao nosso redor, através de uma mudança na sociedade.

O termo “hierarquismo”, que está entrando em evidência ultimamente, serve para categorizar os comportamentos negativos diários que afetam nossa dignidade de forma negativa.  Esses comportamentos podem ser a negatividade daqueles ao nosso redor, assédio, sexismo, preconceito, entre outros. Em algum momento da vida, todos nós já sentimos que perdemos nossa dignidade por conta de coisas que nos fizeram. Nessas situações, lutar por mudanças, defender a nós mesmos e buscar nossos desejos não é um ato de orgulho, mas sim de bravura.


Kazuo Ishiguro e o trabalho em favor da dignidade

Kazuo Ishiguro, um escritor nipo-britânico foi galardoado com Prêmio Nobel de Literatura de 2017. As obras de Kazuo centram-se em diversos temas, mas “O que resta do dia” pode surpreender. Muitos acreditam que se trata de uma história de amor. De como muitas vezes esse sentimento pode ser complicado, e que as pessoas que se amam podem nunca pertencer umas a outras. No entanto, a obra fala da dignidade, especialmente da dignidade do protagonista, Sr. Stevens, mordomo.

Durante toda a obra, prevalece um sentido de defesa, de justificação. O mordomo Sr. Stevens é uma pessoa orgulhosa de seu trabalho, acredita que ele o dignifica e honra. Mas, na verdade, seu trabalho é a representação verdadeira de escravidão, da crueldade. Não existe autoconhecimento, reflexão e muito menos amor.

A situação se sustenta por um tempo até que Sr. Stevens encara o colapso. Durante um jantar na casa de seu patrão, Lord Darlington, um convidado, na intenção de humilhar Sr. Stevens e provar que as classes mais baixas eram ignorantes, faz uma série de perguntas ao mordomo. Nesse momento de ataque, Sr. Stevens abandona a imagem do mordomo competente e liberta a versão de si mesmo que negligenciou a dignidade a vida toda, sujeitando-se a viver acorrentado dentro de si mesmo.



O trabalho para fortalecer a dignidade pessoal

Semelhante ao Sr. Stevens, nós também podemos dedicar muito tempo e recursos de nossas vidas a relacionamentos que não nos fazem bem algum, que na verdade nos mantêm presos e isolados da vida que queremos para nós mesmos.

Podemos nos doar de corpo e alma a esses relacionamentos, muitas vezes sem perceber que estamos deixando de nos importar conosco, e que isso mina nossa autoestima um pouco a cada dia. Isso também pode se aplicar a outras áreas da vida, como em um trabalho em que não somos valorizamos, mas ainda assim continuamos porque precisamos do dinheiro.

Cabe a todos nós a missão de despertar para pensamentos mais “egoístas”, valorizar nossa força e direito a uma existência digna, a ter nossas necessidades atendidas e desejos realizados, o que impulsiona o nosso sentimento de dignidade.

Devemos lutar para manter nossa individualidades e criar nossas felicidades com nossos próprios esforços. Não desista da sua missão individual nesse mundo.





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