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Dinheiro é uma energia neutra?

“O dinheiro é na verdade símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos como consequência dos serviços que prestamos ao universo.” As Sete Leis Espirituais do Universo – Deepak Chopra.

É muito comum ouvirmos por aí que o dinheiro é uma energia neutra.”Dinheiro não é bom nem ruim, ele é neutro”. Geralmente são pessoas tentando nos ajudar a entender que não há nenhum problema em ganhar dinheiro e ser rico.


Mas se está tudo bem ser rico e próspero por que sentimos culpa sempre que pensamos em ganhar dinheiro? Por que temos a impressão de que ao buscar o dinheiro vamos sair do caminho espiritual? Por que não conseguimos enxergar o dinheiro como neutro apesar de tudo o que nos dizem?

Deixamos o paradigma vigente controlar as nossas vidas ao invés de ir atrás da verdade. E precisamos urgentemente buscar a verdade, para assim romper com as amarras e permitir que a riqueza divina flua em nossas vidas em avalanches de abundância. Digo permitir porque a nossa natureza é a da abundância e prosperidade e é o nosso entendimento a respeito do que é o Todo que impede a abundância divina de se manifestar em nossas vidas.

Vamos romper então com o paradigma ressignificando o nosso entendimento a respeito do dinheiro.

O que significa dizer que ele é uma energia neutra? Como entendê-lo sob uma ótica universalista de que não existe dualidade, de que não existe mundo material e espiritual, só existe Deus e Deus é Uno?


Partimos do princípio de que nada no Universo é criado sem uma intenção. Em termos técnicos, nada é criado sem que alguém colapse a função de onda.

Deus (o Criador, a Fonte, o Vácuo Quântico) se dividiu para poder ter experiências e expandir a sua consciência. Nós, seres espirituais, emanações do Todo, filhos de Deus, estamos aqui para viver uma experiência na matéria. Estamos aqui para agir, trabalhar, colocar a energia de Deus em movimento, aprender e assim evoluir.

Mas por que agimos? O que nos move aqui nessa experiência?

Existe uma intenção por trás de toda ação. Uma vontade, um desejo que nos impele a colocar essa energia em movimento. E as intenções são fundamentadas no amor ou no medo.


Amor é o nome que convencionalmente se dá à energia de Deus. E medo é o que se comumente denomina a ausência de amor. Assim como não existe escuridão, ela é a ausência de luz, não existe medo, só existe amor. O medo é a ausência de amor, a ausência de Deus.

Temos uma intenção e quando a colocamos em movimento, ou seja, quando trabalhamos, criamos uma nova situação. E a nossa criação possui a energia da nossa intenção.

E o que isso tem a ver com o dinheiro?

Se trabalhamos na terra, por exemplo, colocamos a nossa energia para cultivar um alimento para nossa família. Eventualmente podemos ter alguma sobra, algo que produzimos e não consumimos. Podemos então trocar esse alimento com alguém que possui o que queremos (um móvel por exemplo) e quer o que temos (o alimento).

Assim era o comércio antigamente, através da troca. Trocava-se o que se tinha pelo o que se queria. Algumas mercadorias, por causa da sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras. E como eram aceitas por todo mundo, assumiram uma função de moeda. O sal é um bom exemplo (é dele que deriva a palavra salário).

Depois de algum tempo as mercadorias se tornaram inconvenientes às trocas, porque o seu valor variava muito, não eram divisíveis e estragavam facilmente. E isso não permitia o acúmulo de riqueza. Pense numa pessoa que acumula muitos bois. Hoje ela pode ser rica porque possui muito capital, mas amanhã pode não ser mais, porque alguns gados morreram. Capital, aliás, é uma palavra que deriva de caput, que em latim significa cabeça. Quanto mais capital você tem, mais cabeças de gado.

Como resolver esse problema?

As pessoas começaram a utilizar metais preciosos como meio de troca. Mas era de certa forma perigoso andar por aí cheio de ouro, prata e cobre no bolso, além de ser incômodo. Então foram criados estabelecimentos que guardavam o ouro em segurança e entregavam um recibo dizendo “ocê possui X moedas de ouro/prata/cobre”.

As pessoas passaram então a trocar esses recibos ao invés dos metais propriamente. E assim surgiu o dinheiro, como uma ferramenta para facilitar as trocas.

Perceba que o dinheiro é uma consequência da energia que colocamos em movimento. E essa energia pode ser fundamentada no amor ou no medo.

Vamos imaginar que você é um terapeuta e está precisando de ajuda com a parte elétrica da sua casa. Se o eletricista não aceitar uma sessão de terapia como forma de pagamento como que você irá fazer? Você troca o serviço do eletricista pelo dinheiro que ganhou com as sessões de terapia. E ele pode gastar com o que julgar ter mais valor.

O dinheiro é um desejo congelado. Você pode ganhar hoje e usar daqui ano. Ele possui uma versátil capacidade de se transformar numa miríade de vontades e anseios. Por isso que é chamado de moeda corrente. Expressão que reflete o fluxo natural de energia. Corrente vem da palavra latina “currere”, que significa correr, fluir. É o fluir das trocas e das intenções. Porque a ideia é viver, trocar, nos relacionar, aprender, amar.

O dinheiro é só uma ferramenta que surgiu para facilitar as nossas vidas. É só uma ferramenta. Uma ferramenta que permite que a energia de Deus circule. Uma ferramenta que possui a energia da nossa intenção.

Vamos então recapitular.

Existe uma única energia (a energia de Deus), estamos aqui para colocar essa energia em movimento (trabalhar) e assim criar uma nova realidade. Em última instância o dinheiro possui a energia da intenção que colocamos para criar essa nova realidade.

Por isso que dizem que o dinheiro é uma energia neutra. Se as nossas intenções forem fundamentadas no medo é essa a energia que o dinheiro terá. Agora se fundamentamos a nossa intenção no amor, assim também será o dinheiro.

Lembre-se: o dinheiro não é ruim nem bom. Ele só é!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF / Imagens





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