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Diretora proíbe professores de chamar crianças de “meninos e meninas” e linguagem desagrada pais

Sarah acredita que a saudação pode afetar as inseguranças dos jovens, causando uma divisão entre os alunos que não deve ser incentivada nos primeiros anos de socialização.



Na Inglaterra, um caso vem chamando atenção de pais e profissionais da área da educação. A diretora Sarah Hewitt-Clarkson, de uma escola em Birmingham, proibiu que os professores chamem as crianças de “meninos e meninas”, já que a linguagem não é inclusiva. Mesmo pensando de forma a contemplar todos os alunos, a postura recebeu muitas críticas.

Sarah acredita que os profissionais não devam se dirigir aos alunos presumindo qual gênero eles têm, por isso achou melhor que a linguagem fosse trocada por algo neutro. A justificativa é que se algum jovem se sentisse desconfortável com a atribuição de gênero, poderia se sentir discriminado, algo prejudicial para auto-estima e desenvolvimento.

Além da linguagem neutra, Sarah também já excluiu do vocabulário dos professores frases como “não chore”, “meninos não choram” e “levanta a cara”, por acreditar que elas limitam e estereotipam as crianças. A principal função dessas regras é não atribuir nenhum adjetivo categorizante aos alunos, para que isso não contribua para possíveis desvios no caráter e no comportamento.

Em entrevista ao jornal Metro, Sarah explica que quando mandam que uma criança não sinta medo, no futuro podem aprender a usar sua força contra outras pessoas, por terem suprimido seus sentimentos na infância. Mesmo se justificando e recebendo apoio de uma parte da comunidade escolar, alguns professores não adotaram essas medidas.


Uma parte do conselho escolar acredita que tanto cuidado pode acabar transformando os jovens em uma “geração wallflower”, fazendo referência à fragilidade e baixa resistência das flores. Para Sarah os cuidados precisam ser redobrados, já que os casos de abusos e violência na escola começaram a aumentar nos últimos anos, mostrando que era preciso tomar uma atitude.

Ela explica que o medo  é a maior arma que os agressores e abusadores têm, e se as crianças não aprendem a lidar com o medo e apenas o suprimem, com quem vão falar quando se sentirem amedrontados? Em 2019, desde que a linguagem inclusiva passou a ser progressivamente adotada, alguns pais e outros adultos homofóbicos, que rejeitam as normas adotadas em sala de aula, fizeram um protesto do lado de fora dos portões da escola.


Abertamente declarados “anti-LGBT”, os integrantes da manifestação acreditam que essas formas de correção infantil limitam e oprimem, gerando ansiedade nas crianças. Para Chris McGovern, ex-diretor de uma escola primária, isso atrapalha os jovens na socialização, criando mais dificuldades do que soluções, e que essa proibição de linguagem é uma forma de preconceito dos próprios adultos.

Como a questão da linguagem neutra ainda é um campo novo, a diretora Sarah acredita que sua postura é importante, e reforça que só aceita discordâncias dos pais do futuro, que fazem parte da geração que vão realmente saber se a linguagem inclusiva é boa ou não. Seu principal objetivo é erradicar o abuso físico e verbal de sua escola, incluindo todos na comunidade escolar.

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