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Ditados populares: até onde são verdadeiros?

Existem ditados populares que considero equivocados, mas são frases que atravessam séculos e as pessoas repetem sem pensar ou questionar, até que sejam consideradas verdades absolutas e inseridas erroneamente no cotidiano de muitos, gerando culpas, fracassos, rigidez de comportamentos, inflexibilidade ou apatia.



Vamos pensar sobre alguns?

1. Quem ri por último ri melhor

Na verdade, não importa a classificação, se primeiro ou por último, ri melhor quem está mais descontraído e aberto, alerta ao momento presente, quem percebe e pressente o motivo para a graça, piada ou gargalhada espontânea e é capaz de rir de quase tudo e se entregar. Quem pensa em esperar para ver as voltas que a vida dá, quem pensa em vingança ou aguardar para ver a derrota ou dor do outro é pessoa amargurada, quebrada, numa partida sem vitória, falsa maldade disfarçada em riso. Um embuste, uma enganação, que nada tem a ver com o verdadeiro riso, que é pura celebração!


2. Uma mente vazia é a oficina do diabo

Acho que uma mente vazia é a morada de Deus. Uma mente livre de pensamentos permite silêncios, é a porta escancarada para a meditação. Nesse vazio de pensamentos, não existe maldade, problema, tristeza, decepção, na verdade não existe nada, só a liberdade de não ter cobranças ou preocupações e aí, nessa paz, a verdadeira essência se manifesta. Quando isso ocorre, só existe amor, só existe a morada de Deus e você então é o próprio templo, descobrindo os mistérios do tempo, do espaço e da existência.


3. Uma andorinha sozinha não faz verão

Faz sim, se a disposição de voar for verdadeira e se houver dedicação, fará a sua parte, dará início ao processo e outras virão. Se você acredita que vale a pena agir e se empenhar por uma boa ou nobre causa, que poderá beneficiar uma ou várias pessoas, comece sozinho, se preciso for, e logo sua atitude será capaz de influenciar e outros engajar-se-ão na causa em questão. Haverá, sim, um verão com sol e calor, andorinhas e flores, um completo espetáculo da natureza, cheio de luz, cor e beleza.



4. A ocasião faz o ladrão

Não faz, não. Tudo depende do caráter, da personalidade, da criação. Quem é além de honesto, ético, não vai ter a mínima tendência para fazer o mal feito, o imperfeito, a contravenção, mesmo que passe por uma má fase na vida, vai ser forte e permanecerá fiel aos seus valores morais.


5. Mais vale um pássaro na mão que dois voando

Nem sempre. Muitas vezes é necessário deixar a segurança um pouco de lado e arriscar novos rumos, pensar em novas perspectivas, tentar realizar sonhos, porque o pássaro na mão vai parar de cantar, pode sucumbir a rotina e morrer cheio de tédio, torturado por falta de espaço e triste por não poder voar, assim como você, cheio de desejos palpitantes em seu coração, cheio de projetos ou boas ideias, mas com medo de lançar-se na insegurança do desconhecido, torturando-se pensando no que poderia ter sido, sem jamais ter tido a coragem de ousar e experimentar.


6. A roupa suja se lava em casa

Essa frase é uma verdade praticada, mas, por sorte, muita gente já é valente e lava e esfrega a sujeira do seu lar publicamente, na cara de quem, talvez, possa ajudar. A roupa suja cada vez mais é lavada nos processos judiciais, onde a parte mais fraca reclama de abusos praticados em surdina, agressões na esquina, companheiros que viraram inimigos em casas que não são mais abrigos nem para o frio, porque o frio mais gelado mora na alma dos covardes. Que bom então que existem mais denúncias, mais exposição, menos medo da opinião (alheia). Somos todos fortes quando a fraqueza nos leva na correnteza do conformismo, até a exaustão. Assim somos capazes de dar um basta, dizer não mais e de buscar a plenitude de quem se conhece livre e digno de muita felicidade. Assim somos nós, queremos paz e alegria em nossa grande maioria e queremos nossa roupa linda, limpa, em casa ou fora dela, com direito a alvejante, ânimo contagiante e sem muitos espinhos ou tropeços no caminho.



7. Não adianta ficar pensando na morte da bezerra

Adianta, sim, esse é outro ditado equivocado, é até bom pensar para saber se nada poderia ser feito para evitar a tal morte. Claro que o sentido do ditado é figurado e quer dizer que não devemos ficar pensando naquilo que não tem mais jeito, que já foi consumado, e esse aspecto é positivo, porque devemos viver o presente, seguindo sempre em frente, sem nos paralisarmos com as tristezas ou dores do caminho, mas é sempre proveitoso pensar naquilo de negativo ou errado que aconteceu, com o intuito de revisarmos nossas falhas e modificamos nossas atitudes errôneas para que não se repitam no futuro. Uma boa reflexão traz benefícios e harmonia para muitos.

Por falar em ditados, existe um que é meu preferido: “Devagar se vai ao longe“.

Que cheguemos a realizar nossas mais profundas aspirações, cada um no seu ritmo, cada qual à sua maneira, mas todos com a certeza de que tudo faremos e tudo podemos conseguir.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: alexis84 / 123RF Imagens

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