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A divindade de ser mulher… Aprecie sua existência, sua mente, seu corpo, sua alma!

Anda em voga o feminino. Quem são as mulheres da atualidade? O que elas querem? Pelo que lutam? O que fazem de sua liberdade conquistada? Pelo que sofrem? Para onde querem ir? Quais são seus desejos e anseios?



Tanto lutaram por direitos iguais e me surpreende o quanto conseguiram no passar de apenas cinco décadas. Mas agora, com tantos resultados, novos questionamentos e novas buscas entram em pauta. Gosto do antigo discurso do movimento HeForShe, da ONU Mulheres da qual a jovem atriz Emma Watson é a embaixadora da Boa Vontade: “Se homens não precisam ser agressivos para serem aceitos, mulheres não se sentirão obrigadas a serem submissas. Se homens não precisam controlar, mulheres não precisarão ser controladas. Homens e mulheres, devem se sentir livre para serem sensíveis.

Ambos, homens e mulheres deveriam se sentir livre para serem fortes. É a hora de todos nós olharmos os sexos como um todo, em vez de dois conjuntos de ideais opostos”.

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Sou contra lutas, seja lá qual for, mas sou sempre a favor da união de forças, da transformação, de integração e da criação de alianças. Acredito que o cenário sofrido de séculos de injustiças com o feminino vem mudando por causa das mulheres despertaram para si mesmas e conseguiram se conscientizar do que são, e assim, agiram de acordo sua própria verdade.

Acredito que o grande aprendizado aparece quando se cria um alicerce interno, de respeito e segurança por si mesma. Sendo assim, sonho pelo dia em que todas nós aprenderemos a contemplar nossos corpos, sem criticar os das outras. Quando aceitarmos nossa fragilidade, sem acreditarmos que somos fracas. Quando assumirmos nossas próprias psiquês intuitivas sem nos auto julgarmos como loucas. Quando pararmos de condenar umas às outras por serem ou não casadas, gordas, velhas, mães, dadas e etc. Quando pararmos de ver umas às outras como inimigas e sim, todas nós nos respeitarmos e nos abrirmos para a dádiva de ser mulher e entender profundamente sobre a nossa capacidade de amar e acolher quer seja uma criança, um animal, um homem ou uma outra mulher.

Cada dia ouço coisas que me doem a alma. Está em um total desbalanço interior e com sua própria essência tanto a mulher que coloca toda felicidade de sua vida em um anel de noivado quanto a que se sente a pior mulher do mundo por não estar casada e com filhos depois dos 35 anos. A senhora que se casou apenas uma vez, se separou e há trinta anos leva em suas costas o martírio de não ter dado certo “como mulher”. A grávida que marca a cesária ou a que tem o parto em casa são tão mães quanto a mulher que não pode gerar filhos e adota um. Somos todas tão diferentes em nossas escolhas, mas tão iguais em nossas raízes. A ruiva, a loira, a negra, a morena, a alta, a baixa, a mignon, a magérrima. Cada mulher uma natureza, uma história, mas todas nós carregamos nossos dons, alegrias e ferramentas para sermos felizes com nós mesmas e com as outras.

Quando uma mulher desperta para esta verdade simples, está pronta para compartilhar com os outros apenas o que já transborda dentro de si mesma. Dá o que tem sobrando, ao invés de dar o que não tem nem para ela mesma para depois cobrar de volta. Seja um elogio, seja um bolo preparado por ela. Sozinha, cada uma de nós temos todas ferramentas internas para nos compreendermos e nos preenchermos de vida e alegria.


Dentro de cada uma, há uma força do tamanho do universo. Somos um canal de energia poderoso. Somos o amor de mãe mesmo se não tivermos filhos. Nosso corpo obedece ao ritmo e os ciclos da natureza. Nossos prazeres alegram nossas almas, ressoam em nossos corpos e transbordam para tudo a nosso redor. Nossa mente carrega o nosso sexto sentido. Nossos corpos possuem mais que o dobro de terminações nervosas do que os corpos masculinos, o que nos permite estarmos mais expostas ao prazer e ao sentir da vida. Quando fazemos as pazes com nossas ancestrais (todas as mulheres que vieram antes de nós em nossas famílias), compreendemos quem somos, afinal carregamos um pouco de cada uma delas dentro de nós; descobrimos que sempre fomos completas e aí sim, podemos viver a mudanças que tanto sonhamos.

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Quando não reclamamos da vida, mesmo em situações difíceis, encontramos um apoio interior, levamos paz e harmonia para os nossos mundos interior e exteriores. Quando nos mantemos enraizadas em nossa essência, encontramos nossa fonte de forças e assim, não centralizamos nossa felicidade em apenas um relacionamento, um trabalho, nos filhos ou só na família. O poder de falar a verdade com compaixão é natural nosso, o poder de ouvir com calma a voz do coração (do nosso próprio e dos outros) é um dos nossos diversos dons. Criar irmandade com outras mulheres também é fácil para nós. Contagiamos e inspiramos o mundo ao nosso redor. Nossa existência é linda e inteira, e nada tem a ver com nossa profissão, status social ou matrimonial.

Busquemos nos aceitar, nos deixar fluir com nossas emoções que são regidas mensalmente pela lua, nos auto conhecer para nos compreender, nos dar mais prazer para nos libertarmos e estamparmos mais sorrisos nos belos rostos femininos. Deixemos as fofocas, intrigas e competições para os que não querem ser feliz. Já aprendi que muitas vezes, é necessário escolher entre ter razão e querer ser feliz. Se você quer ser feliz, seja com você, dentro de você, semeie e cultive a sua beleza de ser mulher.


Aprecie sua existência, sua mente, seu corpo e sua alma. Encontre dentro de si sua melhor amiga, seu colo de mãe, sua avó sábia. Contemple-se. Mulheres sábias saboreiam o positivo da vida, sabem ter gratidão pela beleza da vida mesmo que mesclada aos sofrimentos. Valorize-se, aprecie-se e saboreie-se com a divindade que é se ser mulher.

Uma carta para mim mesma, na próxima vez em que eu começar a me apaixonar

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