Divorciada aos 30! – porque eu não me acomodo ao que não me faz feliz!

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Lamentável, como me chegaram a dizer.



Eu não acho lamentável!

Lamentável era viver sem ser feliz, era gritar para dentro, era sofrer por algo que não iria mudar, por sentimentos que outrora tinham morrido. Lamentável, era ter a cara de pau de dizer “Amo-te” quando já não o sentia, de dizer “desejo-te” quando já não desejava, de dizer “Quero-te para sempre” quando já não o queria nem por mais um minuto.

Entreguei-me, na altura que achei que deveria de me entregar, a um amor que não se entregou a mim. Criei expectativas, quem não as cria, por um amor que aos 30 anos estaria já com dois filhos e um casamento perfeito. E não, não aconteceu!


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E porquê?

Simplesmente não vivo de falsidades, de relações de aparência, de sorrisos amarelos, de aguentar e nunca explodir. Não! Óbvio que não! Não faz parte de mim, do meu ser, do meu caracter, da minha personalidade.


Não faço parte daquele grupinho de pessoas que vivem casamentos de 40 anos muito felizes mas que nas costas fartaram-se de trair, de enxovalhar, de dizer mal do parceiro/a, de o/a denegrir. Não!

Recuso-me!

E essa foi uma das razões que levou o casamento ao fim. Não vivo de cinismo, não faz parte de mim.

Quero um amor sim. Sonho, aliás, sonho muito com um amor verdadeiro. Quero acreditar que ele existe. Quero acreditar que é possível entregar-me de corpo e alma a alguém e que esse alguém faça o mesmo. Sonho com cumplicidade entre pessoas, entre almas, ao mais alto nível. Cumplicidade no dia-a-dia, nas tarefas domésticas, nos gostos comuns, nas corridas ao ar livre, no sexo pela casa inteira, na educação dos filhos, no olhar.

Sou sonhadora? Tenho ilusões? Eu acho que não!

Desde que me lembro que sempre quis casar. Sempre fui daquelas meninas que imaginavam o casamento, o vestido de noiva, a decoração da sala e por aí a fora. O meu casamento foi lindíssimo e adorei cada detalhe. Acabou! E tem de se virar a página.

Quero muito encontrar o amor e quero muito casar-me novamente. Sim! E porque não?

Não quero aquele casamento das noites pseudo românticas com os amigos, em que se mostra que está tudo bem e que somos um casal perfeito. Não!

Quero aquelas noites, todas as noites, que adormecemos abraçados, que mesmo estando ali ao lado um do outro, sonhamos connosco. Que acordamos de manhã e há os beijos de “Bom Dia”, as cocegas um ao outro, o ajeitar da camisa antes dele sair de casa e a palmada no rabo de “tem um excelente dia de trabalho”.

Quero sinceridade! Quero olhar nos olhos dele e ver verdade. Quero ver amor, quero ver que ele poderia estar em todos os sítios, com pessoas brutais, mas que escolheu estar ali comigo. Apenas um com o outro.

Fashion, girl, spring.

E esta é a razão de eu estar divorciada aos 30! Porque não me acomodo ao que não me faz feliz!

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* Matéria atualizada em 29/10/2016 às 4:04






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