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Dizem que só se vive de amor até os dezenove anos. A verdade é que só se vive de amor…

Muitas vezes passamos por algumas situações que podemos trazer para o mundo abstrato.


Quando o assunto é o “amor” parece ser muito mais fácil falar, mesmo porque, muitos se qualificam como conhecedores do assunto, mas é um assunto extremamente delicado.

É necessário que para falar de amor, entenda obviamente sobre, renúncias, foco, fé e, sobretudo, a certeza de que o amor é atemporal a todas as coisas.

Bem, diante de toda essa exigência, podemos dizer que, se existe algo que aguça o nosso paladar, e que só passa a vontade quando nos alimentamos, sabemos também que há uma vontade no nosso coração, que só passa quando nos “empanturramos” de amor e matamos a saudade, aquele desejo que temos de nos tornarmos, ainda que por um instante, um único ser, uma única vida, pois quando sentimos essa “fome de amor”, sentimos vontade de sugar, sorver a pessoa amada.

E tudo quanto fazemos, ainda é pouco. Pois como dizia Clarice Lispector: “Saudade é como fome”. E acredito que essa toda fome pode ser saciada com o alimento certo.


Alguém me disse certa vez, que só se vive de amor até os 19 anos. Que passado esse tempo, existe apenas “comodidade”, porque as pessoas se acostumam a viver juntas.

Muitos acreditam que mesmo com o passar do tempo, não seria possível esquecer um amor, esquecer alguém que nos fez feliz ainda que por um dia, é quase impossível, caso contrário não seria felicidade. Pode então passar o tempo que for, mas algo permanecerá vivo dentro da gente.

E que bom que isso acontece, porque assim, podemos nos tornar pessoas melhores. Amando e vivendo o amor. Dividindo e compartilhando alegrias, e muitas vezes, isso acontece para o resto dos nossos dias.

Porque quando encontramos alguém que nos deixa uma marca, sabemos que aí então, a vida passa a ter sentido. E pode ser um encontro inesperado à beira do rio, pode ser alguém que nos foi apresentado por um amigo (a) cupido ou mesmo alguém que conhecemos numa pequena rodoviária de cidade do interior.


Não dá para esquecer, para mudar a situação, e se um dia tivermos dúvidas disso, fechamos então os olhos e vivemos tudo outra vez. Para viver cada instante cada minuto como se fosse o último, como se o mundo pertencesse apenas aos dois, para que o amor seja o único alimento que traga o crescimento para uma entrega real. Porque senão esse desejo cresce dentro da gente, a saudade aumenta até sufocar. Então devemos, de toda maneira, tentar viver o amor possível e também o impossível, para eternizar cada detalhe, cada momento que nos proporcionamos, porque sentimos fome e queremos nos alimentar.

E como dizia o saudoso Arnold Rodrigues –fome de amor, só o amor é que serve de ceia.

Então chegamos à conclusão de que estamos vivendo outra fase, que já não temos mais dezenove anos, mas que esse amor continua nos alimentando, e que somos capazes de algumas loucuras para provarmos que se isso acabar, acaba-se também a vida.

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Direitos autorais da imagem de capa: pressmaster / 123RF Imagens





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