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Dizer “não” pode melhorar a sua vida!

Nosso primeiro contato com o “não” acontece quando ainda somos bem pequenos. São os vários “nãos” que nos ajudam a crescer, entender que machuca colocar a mão no fogo ou na tomada, que é perigoso isso ou aquilo, etc. De tanto ouvir “não”, aprendemos a repeti-lo.


A psicologia sabe bem disso, e existem vários estudos publicados sobre o que se chama de “a fase do não”. Mas essa fase passa, seguimos, crescemos e desaprendemos a usar o “não” adequadamente.

Você já ouviu dizer que o “não” é uma frase completa? E é a mais pura verdade.

“Você quer sorvete? Não”. Você quer sair hoje à noite? Não”.

Apesar disso, a maioria de nós desaprende a dizer “não” na vida adulta. E isso nos gera muitas frustrações e problemas.


Não saber dizer “não” pode trazer várias complicações para a sua vida, como:

– Minar aos poucos a sua autoestima, por sempre colocar os outros em primeiro lugar.

– Viver sem tempo. O dia sempre precisar de mais de 24 horas, pois você se comprometeu com mais coisas do que poderia (ou deveria).


Hoje existem muitas crenças coletivas sobre o “não”. Dizer “não” é feio, é egoísta, estraga seus relacionamentos etc.

Reaprender a dizer “não” pode ter um alto impacto (positivo, claro) sobre a sua vida. E existem alguns pequenos truques que podem facilitar a sua vida e o seu “não”, sem gerar tantos efeitos negativos à sua volta.

Uma das situações que podemos eliminar das nossas vidas, é parar de assumir os problemas dos outros (isso é diferente de dar uma ajuda). Quando fazemos isso, na verdade, diminuímos a autoestima da pessoa, pois tiramos a capacidade dessa pessoa de resolver seus próprios problemas. Com isso, a pessoa cada vez mais desenvolve dependência alheia para gerenciar sua própria vida.

Uma dica para aprender a dizer “não” ou mesmo evitar a necessidade de fazê-lo: no dia a dia, você estabelecer limites e criar regras claras.

Um exemplo disso são dois profissionais liberais. Paulo tem horário definido de atendimento: das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira. Isso está em todos os seus e-mails, mídias sociais, site, etc. Já Jorge trabalha fora do horário, pois atende a todos que o procuram. Não há um horário de atendimento definido.

Se você está aí pensando: ah… mas eu tenho clientes que me procuram fora do horário! Se isso acontece muito, provavelmente é porque você nunca colocou limites e sempre os respondeu/atendeu. Uma saída educada é ter uma resposta automática, informando o horário de atendimento.

Um estudo feito em parceria com a Universidade de Oxford, nos Estados Unidos, analisou essa questão e deu dicas sobre como dizer “não”. Você pode ver o estudo original aqui. De forma resumida, esse estudo nos ensina a dizer um “não” elegante, substituindo o direto “não” por “não posso”.

Por exemplo: você está saindo do trabalho e um colega pede uma carona para um local completamente fora do seu caminho. A opção sem empatia seria dizer: “Não, é longe demais”. Uma ótima resposta seria: “Desculpe-me, mas tenho compromisso e se eu lhe der carona, vou me atrasar. Mas posso deixá-lo no caminho (no ponto de táxi, etc.).”

Muitas vezes, dizer “não” é, na verdade, autocuidado e amor-próprio. Também é um exercício diário sobre limites e regras de convivência.


Direitos autorais da imagem de capa: Daniel Schaffer on Unsplash





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