Dois caminhos de cura para ansiedade

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A ansiedade parte basicamente do medo. Bem como todas as emoções de vibrações e frequências mais baixas, como vergonha, culpa, apatia, tristeza, controle e raiva.

As características mais comuns da ansiedade, é uma tendência a avaliar uma situação como sendo algo muito maior, do que, provavelmente, é. Maior em si, e maior do que o Ser. Há uma superestima à ameaça, que apavora a pessoa que se sente ansiosa, onde, neste caso, ela subestima suas próprias capacidades de resolver a questão em si. É como se estivesse além do seu controle, gerando tensão. A pessoa acaba sofrendo por antecipação às circunstâncias, quase sempre catastróficas, que imagina para o futuro.



Em outras palavras, o futuro simboliza uma ameaça, pois, existe a possibilidade de nada sair como o desejado. O cérebro não diferencia o que é real e o que não é, portanto, se uma situação é vivida antecipadamente de forma negativa, é como se a pessoa estivesse vivendo aquilo na realidade, gerando uma alta descarga de energia que se acumula no organismo, gerando uma série de distúrbios e desequilíbrios físicos e mentais e tendo como consequência doenças psicossomáticas.

Os pensamentos são basicamente de “tudo ou nada”, ou seja, se não acontecer o melhor, será o pior, por isso é necessário uma série de ações arquitetadas e pensamentos exaustivos, para evitar que isso aconteça. Mesmo que não haja nada que a pessoa possa fazer, ela preocupa sua mente com todas as possibilidades. Há um excesso de controle.

O medo é natural no ser humano, faz parte do instinto, ajuda na autopreservação. Mas em desequilíbrio, pode gerar uma série de problemas, principalmente porque, nesse caso, é associado à mente.


O ego também tem uma tendência de autopreservação da moral, não tolera o erro, a humilhação, não tolera estar por baixo, e aí entra a prepotência da ilusão do controle. Ou seja, para evitar a dor e o sofrimento, o ego tenta controlar situações e pessoas, para evitar que o “mal” se estabeleça, para evitar que algo saia diferente daquilo que o ele acha ser o melhor para si, e desta forma restringimos a ação da vida que é sempre majestosa, e sabe muito mais o que é melhor pra nós, simplesmente pela própria inteligência harmônica perfeita em si, e por englobar a visão do todo no espaço-tempo.

Criamos uma resistência contra a vida, remando contra a maré, gerando problemas e causando sofrimento desnecessário. Quanto maior é a resistência à vida e o controle, maior é o sofrimento.

Nessa lista entra também a comparação com o outro, ou seja, o ego não se permite ser pior do que ninguém, porque, se isso acontece, é sinal de humilhação, vergonha e tristeza, e tudo precisa ser evitado.
O fato é que não temos controle sobre absolutamente nada em nossas vidas, a não ser sobre nós mesmos. Tudo que achamos estar controlando, pode virar de ponta cabeça em segundos. E todas as nossas ações para evitar isso, são absolutamente ilusórias.


Então, aproveitando o controle que temos sobre nós mesmos, quando entendemos esse fator, já há uma sensação de alívio, pois, não há mais responsabilidade em controlar nada, apenas nós mesmos.

É uma situação semelhante de quando o presidente de uma empresa é demitido, dali em diante ele não é mais responsável por todas aquelas pessoas, cargos, funções e metas. A empresa seguirá adiante com outro presidente, então basta tirar o time de campo e dar férias a si mesmo, porque a vida vai continuar.

Neste momento é necessário apenas duas coisas: confiar em si, e confiar na vida para se recolocar no mercado novamente, pois, esta pessoa não tem controle sobre qual oportunidade lhe será ofertada, muito menos quando, e embora no emprego anterior tivesse controle de tudo, foi demitido, provando que nessa vida não se controla nada.

A aceitação é o melhor caminho para se lidar com a ansiedade, embora seja um grande desafio aceitar o fato de não termos controle de nada, possa causar pavor ao ansioso, é, ao mesmo tempo, libertador.

Aceitação não significa ser passivo diante das coisas, e, sim, aceitar que as coisas são o que são. Às vezes, há possibilidade mudarmos uma situação e, às vezes não, nas duas condições, está tudo bem, e vai ficar tudo bem, para o seu bem. Ninguém tem obrigação de ser perfeito. Tudo bem não ser o mais brilhante, o mais inteligente, o mais descolado, o mais bonito e não impressionar tanto quanto gostaria, esse medo parte do seu ego em querer se projetar como o melhor, pela necessidade de aceitação, mas de que adianta os outros te aceitarem, se você não fizer o mesmo?

As opiniões sempre divergem, mas a sua própria existência já o diferencia, porque é único. Sempre haverá gente que o achará o melhor e o pior, numa mesma platéia, e não importa. Só importa como você se sente e sua capacidade de ser generoso consigo próprio, sabendo que deu o seu melhor e que é, e será sempre capaz de ser melhor em outros momentos, depende de você. E não de ser melhor do que os outros, mas uma versão melhorada de si mesmo.

O mais importante aqui é avaliar que os acontecimentos ruins, são grandes oportunidades de aprendizado e experiência, e lembrar que todo mundo falha e erra em diversos momentos da vida, que não são os único, e tudo bem falhar, porque faz parte da vida.

É o erro que traz experiência e sabedoria. A dor é uma grande professora, ela que, muitas vezes, nos desperta a expansão da consciência, uma percepção diferente, um degrau a mais na evolução. Expurga as nossas sombras trazendo limpeza e luz.

Portanto, não se desgaste tentando evitar o “mal”, porque os males sempre vêm para o bem. Não tenha medo disso. Se a vida fosse só de acertos para todos, a vida seria estática e simplesmente não existiríamos.

Evitar que isso aconteça, pode ser uma grande falha, porque, embora ajamos sempre querendo acertar, nem sempre isso é possível, e não há motivo para culpa ou arrependimento, porque a intenção é sempre de acerto, mas como não temos a visão do todo, erramos mais do acertamos, justamente por querermos controlar, e, no final, simplesmente acontece o que tem que ser, quem determina isso é a vida, e não você.

A segunda questão como caminho para lidar com a ansiedade, é estar no momento presente, pois, é a única coisa que temos. Façamos nosso melhor, e durmamos com a consciência tranquila de que o veredito de nossas ações, está nas mãos da vida.

Portanto, vivamos o presente da forma mais intensa e generosa possível, porque o presente é valioso, é no agora que a vida acontece. Estejamos entregues de alma e coração nas nossas ações, nas nossas relações, dando o melhor de nós mesmos, com nossas mais puras intenções e as consequências serão as melhores possíveis. Tentar burlar, manipular, trapacear, enganar, cortar caminho, é que sim, trará consequências desastrosas.

Abrir mão do controle é libertador, e estar no momento presente é estar em paz. Faça o seu melhor, esqueça os outros, as opiniões alheias, o que fazem ou deixam de fazer, se estão certos ou errados, não cabe a você julgar, muito menos aceitar os julgamentos que fazem de você.

Deixe pra lá, isso traz uma paz imensa. Só cabe a você olhar para dentro, olhar para seus pensamentos e sentimentos, e avaliar o seu comportamento, ser generoso com você, aceitar e acolher suas verdades e agir em prol da sua mudança pra melhor.

quando você muda, é que as coisas mudam ao seu redor e não o contrário. O seu universo exterior é só um reflexo do seu interior. A vida só espelha o que você é.

Preocupe-se em ser melhor e consciente do que acontece dentro, e fora será apenas um reflexo disso. Lembrando aqui que a mente mente, nem sempre o que você pensa é uma verdade, muito menos suas previsões e sensações que projeta para o futuro. São mentiras que conta a si mesmo, promovendo um inferno interno. Procure buscar uma confiança interna enfrentando seus medos (mesmo com medo), se expondo a tudo que teme, e verá que nada é tão aterrorizador quanto pensava. Viva um dia de cada vez, confie mais na vida e principalmente: confie em você.

Não seja escravo da opinião alheia. Liberte-se, seja você e confie nisso. Deixe que a vida se ocupe dos outros. Não tema a dor, porque ela é inevitável, o sofrimento é o apego a dor, e é opcional.

Por isso esteja presente sempre, deixe fluir, deixe as sensações e emoções virem, positivas ou negativas, acolha-as, compreenda-as e também deixe ir, não se apegue a nada, vire a página e flua com a certeza de dias melhores, e a gratidão por cada aprendizado. Está tudo bem, o mal só existe na mente. Não deixe ele morar na sua.

Deixe a vida presidir, ocupe-se em dar o seu melhor, fazendo o que o seu coração vibra e o que faz seu olho brilhar. Nunca deixe de sonhar e agir em harmonia com seu propósito, esperando sempre o melhor, e desta forma, fluirá magicamente com a vida.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: hootie2710 / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 05/06/2018 às 6:48






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