Comportamento

Dono coloca cartaz ofensivo em loja e cliente trans tira satisfação: “Não podem nos menosprezar”

O responsável pelo estabelecimento disse que estava dentro de seus direitos de colocar a placa na porta da loja, e ainda rebateu que não se importava com os sentimentos de Tiesa.



Existem muitas formas de preconceito que não são aceitas, segundo a legislação, e outras que ainda não têm nenhuma lei que proteja as vítimas. A transfobia é uma forma de intolerância e comportamento agressivo contra pessoas transexuais, pode se exprimir através da violência física, verbal, emocional, patrimonial e sexual.

Um caso nos Estados Unidos tem dividido opiniões nas redes sociais, e aconteceu no início deste mês, quando Tiesa Meskis se deparou com um cartaz dizendo que quem havia nascido com genitálias masculinas não era uma menina.

O problema estava justamente no fato de que a cliente é transexual, ou seja, não se identifica com o sexo biológico que lhe foi atribuído no nascimento, por isso transita entre os sexos.


Tiesa é conselheira transgênero em Aberdeen e conta em uma publicação nas suas redes sociais que sempre frequentou a loja que vende produtos colecionáveis e recordações diferentes, como miniaturas da franquia “Star Wars”, algo que costumava comprar.

Mas quando se deparou com o cartaz transfóbico, ela não pensou duas vezes e decidiu tirar satisfação com o proprietário Don Sucher. Para a cliente, aquele cartaz era completamente ofensivo, primeiro porque muitas pessoas trans não conseguem se assumir e passam anos presas dentro de si mesmas por comportamentos como esse, são vítimas de assassinatos brutais, não arrumam emprego regulamentado, por isso precisam recorrer à prostituição ou ao tráfico, além de sofrer muito preconceito.

Assim Tiesa se achou na obrigação de tirar satisfação com Sucher, a quem disse que mulheres trans eram mulheres sim, mas o homem não aceitou e disse que o que ela dizia era um absurdo.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Tiesa Meri Meskis.


Os dois começaram a debater sobre a questão, e os ânimos estavam ardendo. O dono da loja usava o argumento de que o cartaz estava ali porque existe liberdade de expressão no país, mas a cliente apenas queria que ele compreendesse que aquilo era humilhante para as mulheres trans. Por elas precisarem enfrentar o triplo do desafio para quase nunca serem chamadas em empregos, por terem muitos obstáculos para enfrentar, elas mereciam uma sociedade que as respeitasse.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Tiesa Meri Meskis.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Tiesa Meri Meskis.

Mesmo tentando abrir seu coração, Sucher seguiu sendo agressivo, e disse que não dava a mínima para seus sentimentos, nenhum deles. O debate seguiu caloroso, gerando ainda mais insatisfação e indignação na maioria das pessoas que assistiram ao vídeo.


É importante lembrar que, no Brasil, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), cerca de 90% dos indivíduos transexuais já passaram ou vão passar pela prostituição, um dado alarmante.

Nas redes sociais, Tiesa recebeu apoio de muitos seguidores e até de alguns veículos de comunicação. Nas imagens, é possível ver que ela tenta fazer uma espécie de conciliação com o senhor, mas foi em vão. Mesmo concordando que ele estava no seu direito de colocar cartazes na frente da loja, ela pedia respeito e explicou que era o mínimo que a comunidade LGBTQI+ desejava.

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