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Dor de estimação: quando inconscientemente a alimentamos

Pessoas infelizes fazem de tudo para que sua sequência de sofrimento aumente cada dia mais, e isso é um jogo bastante perigoso.



Parece absurdo, mas existem, sim, pessoas que sentem prazer no sofrimento e na infelicidade, que fazem da sua dor uma maneira de justificar seu vitimismo e autocomiseração.

Elas sabem que, infelizes e sofredoras, serão o centro das atenções e conquistarão a compaixão de todos ao seu redor com facilidade.

Lidar com o sofrimento alheio requer muito cuidado porque a atitude nem sempre é consciente.

Na mente delas, a dor é um sinal de que sempre serão atendidas na sua necessidade e, de certa forma, entendem que são amadas por serem dependentes dos outros e, como “escolheram” não encarar a vida, sempre que apresentarem a própria dor receberão a atenção necessária para alimentar o seu vício de sofrer.


Pessoas infelizes fazem de tudo para que sua sequência de sofrimento aumente cada dia mais, e isso é um jogo bastante perigoso, já que todos adoecem juntos nesse ciclo vicioso.

É sempre assim: quando um grande problema se resolve, já se encarregam de encontrar outro tão “importante” quanto o anterior.

A valorização da dor acontece no campo inconsciente da mente e faz dessas pessoas experts em administrar todos os que entendem sua dor como algo insuportável. De fato, sentem-se amadas quando recebem a compaixão alheia. Isso cria relacionamentos de dependência absurdos, deixando a vida se resumir a lamentações. Elas chegam ao ponto de uma confusão mental tão grande que passam a não questionar mais essa forma de viver e não tomam atitudes importantes diante da vida por se enxergarem totalmente incapazes.


Mesmo diante das soluções apresentadas por amigos e familiares para que a vida siga seu fluxo normal, como conseguir uma ocupação, seja ela um emprego ou estudo, quem é viciado em sofrer usará sempre a dor como justificativa de incapacidade; recusa-se a sair do estado em que se encontra, afinal de contas, aceitar o desafio é o mesmo que ter de seguir sozinha e por conta própria, e talvez não seja isso que ela de fato deseja.

A cura traz esse nível de responsabilidade e quem tem uma dor de estimação geralmente não está disposto a sair do papel de vítima.

Quem sabe você já é feliz e não sabe disso, e pensa que, assumindo essa condição, perderá o apoio de todos!

Os benefícios de ter algum tipo de dor limitante é a prova de que há sim pessoas que gostam de sofrer e elas não se dão conta disso, porque não é fingimento, já que tudo está no campo do inconsciente.

Se você que está lendo este artigo e conhece alguém assim, ou é a própria vítima em questão que vive disputando com os outros a posição de miserável do ano, seja absolutamente realista com seus sentimentos e aceite não sofrer mais com o propósito de ter o amor e a atenção das pessoas. Escolha buscar ajuda para ser livre desse encolhimento mental que o afeta tão profundamente, não justifique mais a sua ausência de coragem para seguir em frente, se de fato quer ser curado.

O enfermo de Jerusalém

“Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos; Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava ali havia muito tempo, perguntou-lhe: ‘[…] queres ser curado?’. Respondeu-Lhe o enfermo: ‘Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; enquanto vou, desce outro antes de mim.’ Então disse-lhe Jesus: ‘Levanta-te, toma o teu leito e anda.’ Imediatamente o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado.” (João 5:5-9)

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.

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