a dor de rejeitar

Muito se fala da dor de se sentir rejeitado. Aquela que sentimos quando queremos muito preservar um relacionamento e a outra pessoa tem planos que não nos incluem. O término de uma relação parece que dói mais em quem foi atropelado pela separação do que naquele que tomou a decisão. Mas quero falar aqui da dor de rejeitar. De quando somos nós a dizer “não quero mais”.



Pôr fim a um relacionamento pode ser muito mais difícil que aceitar a separação. Quase não se fala do sofrimento de quem quer partir, de quem, apesar de saber-se amado, escolhe outro caminho.

Como é difícil rejeitar. Falar da dúvida que te sacode a alma, te tira o sono e te faz dizer palavras cruéis para depois se arrepender. Expor ao outro o que os sentidos estão a gritar, terminar e retornar, andar em círculos, mas, sobretudo, sentir-se intolerante, incapaz de aceitar as diferenças que te levam à rejeição.

Ah, as diferenças. Triste tarefa esta a da comparação entre os sonhos tão particulares de cada um.  Quando a decisão de se separar parte de um desencontro de ideais, de diferenças inconciliáveis de enxergar a vida, de propósitos que jamais se afinarão a dor tem início na dúvida, cresce no desencanto e torna-se insuportável na derradeira rejeição.


Afinal, dizer não com firmeza e ao mesmo tempo empatia, convicção e compaixão, equilíbrio, responsabilidade e gentileza com a dor alheia exige uma gigantesca dose de AMOR.

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