“É isso o que nos falta: ter esperança na mudança, no bem, esperança no outro”



Uma semente existente dentro de cada um de nós – desde os primários aos mais letrados, chama-me muita atenção – esta força que lhes falo é a ESPERANÇA.

Nesta semana estou lendo o livro “Nunca desista de seus sonhos”, do impecável Augusto Cury. Em seu primeiro capítulo, pude deleitar-me com uma breve exposição da brilhante história do Mestre dos Mestres – Jesus Cristo. E é sobre uma pequena parte do capítulo que a reflexão de hoje versa.

Adianto-lhes que não faço aqui campanha prol religiosidade, a reflexão é válida para qualquer leitor que, assim como eu, aprecia saborear ensinamentos de bons autores e lições de grandes Mestres.

Em certo trecho, Cury relata “cenas” da última ceia. Ali, discípulos decepcionaram seu Mestre ao máximo: Judas o traiu, e Jesus, por sua vez, não demonstra ira ou sentimento de vingança, mas, sim, gentileza. Almejando reconquistar o discípulo confuso, incentivando-o a desvelar seu erro. Em outro trecho, Cury cita em passagem que Pedro por sua vez, golpeou Jesus por três vezes, negando veementemente que o conhecia; e o Mestre lhe disse: eu o compreendo.

Percebam o peso desta frase “eu o compreendo”. O momento era de dor, chagas, tortura, sangue, mas Ele demonstrou entendimento diante daquela caótica situação. Analisem quantas vezes nós nos colocamos no lugar do outro, quantas vezes entendemos e perdoamos os seus erros?

Nós apontamos. Nós criticamos e ampliamos a falha alheia. Nós somos incompreensivos todo o tempo, o tempo todo.

Falta-nos amor, falta-nos empatia, falta-nos união; jorra em nós – chegando de fato a transbordar – todas as vicissitudes da desumanidade: a cobrança, a punição, a luta desenfreada para nunca falhar, para nunca errar, para estar sempre certo e ser o maior, o melhor e poder assim, ser carrasco daqueles pobres mortais que ousam incidir em algum vacilo. 

Cury nos mostra que, naquele momento, Pedro sai de cena e chora, dando um salto em sua vida, seu erro foi remanejado para a esfera do crescimento pessoal, não houve punição, dedo apontado, olhar de vingança; houve o mais nobre sentimento da esperança na mudança do outro, houve compaixão e amor ao seu semelhante e isto mudou tudo, isto muda tudo.

É esta disposição que nos falta: ter esperança na mudança, ter esperança no bem, ter esperança  no outro.

É urgentemente necessário que acreditemos no poder do gesto de perdoar, de estender a mão. São atitudes tão gratificantes, que têm um poder transcendental e que fazem todo o universo girar ao nosso favor.  Possui um efeito muito mais benéfico do que um dedo apontado, um coração amargurado e uma vida de rancores.



Acredito que temos tanto a aprender com esses ensinamentos, e não falo em religiosidade aqui, digo e insisto! Todas as vertentes religiosas e doutrinárias, certamente, em algum momento, foram tocadas por, pelo menos, algum destes valores. Independentemente de nossas crenças, o contato com esses trechos sob a ótica de Cury nos proporciona um aprendizado magnífico, não se pode desprezar a profundidade das sementes que o Mestre plantou.

Para que a vida seja mais leve, precisamos encontrar dentro de cada um de nós, esta esperança, essa chama que nos impulsiona a alçar voos novos, a abrir nossos olhos a cada manhã, acreditando que dias melhores virão. Esta energia que nos move na corrida pela realização de nossos sonhos, mesmo quando tantos desafios se impõem à nossa frente. Esta fé no bom e no belo, que faz pulsar qualquer veia incrédula diante das adversidades. Esta luz que cura enfermos.

O sentido da felicidade mora dentro de cada um de nós, encontrando o fio de luz em meio à penumbra, seremos guiados para o caminho da liberdade de alma, através do exercício do perdão, “da sabedoria de expor e não impor as ideias, a experiência plena do amor pelo ser humano e por Deus”.  (Cury, 2007)

Precisamos sorrir mais. Inspirar e nos inspirar. Encher nossos dias de sonhos e ações. Extrair aprendizado dos tempos difíceis, encontrar a missão por trás do fardo; enxergar alegria na dor.

Ademais, caros leitores, “a emoção é bela e crédula, bastam alguns respingos de esperança para que o humor se restabeleça e a garra retorne. Nunca devemos retirar a esperança de um ser humano, mesmo de um paciente portador de câncer em fase terminal.

A esperança é o fôlego da vida, o nutriente essencial da emoção. Como você alimenta sua esperança?” (Cury, 2007)







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