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É orgulho ou amor-próprio? Como equilibrar?

Não perca tempo com orgulho!


É orgulho ou amor-próprio? Como equilibrar? Estou tentando colocar para fora uma coisa que há tempos está em minha mente, corroendo qualquer tipo de raciocínio: amor-próprio e orgulho. Qual o caminho para se alcançar o equilíbrio entre os dois?

Espero que isso não seja uma coisa que assombre apenas a mim, mas, como saber em um mundo tão digital e, por vezes, tão artificial? Como saber qual desses é o real motivo de não seguir em frente ou recuar?

Quando passamos por situações que nos fazem pensar na importância de cada um desses sentidos, chega um momento em que tudo se confunde, pois é, meus dias cinza e eu.


Tenho para mim que orgulho não é um sentimento positivo, pois ele nos impede de fazer muitas coisas que, em diversas ocasiões, seriam o melhor para nós. Ao mesmo tempo, a ausência dele nos causa certo desconforto, como: será que me expor ou me preocupar tanto pode se tornar inconveniência da minha parte? Será que o mais correto seria fingir que nada aconteceu? Mas eu me conheço. E como conheço… Prefiro mergulhar fundo a conviver com o famoso “e se?”.

Aí entramos com a questão do amor-próprio, ir atrás, mergulhar de cabeça. Para mim, isso não soa como não me amar, pelo contrário, é como se fosse uma prova de amor a mim mesma, em que, apesar de todos os medos, eu me jogo sem pensar para desvendar tudo o que sinto, sem definição, talvez até sem motivos, ou apenas acho que sinto.

Mas a maneira como outras pessoas vão encarar essa atitude me bloqueia, de certa forma. Não que eu ligue ou deixe de fazer algo por isso, mas a sensação de que vão me julgar como fraca, impertinente é uma coisa com que ainda não sei lidar muito bem. Podem pensar que é apenas uma infantil teimosia, mas isso também não é bom.


Enfrentando o ponto-final

Muita gente julga a coragem, assim como a falta dela, mas só quem vai até o fim se mostra forte o suficiente para enfrentar qualquer ponto-final. Então eu me pergunto: quem foi que disse que já não houve o fim? Quem foi que disse que tudo que tinha para acontecer já não aconteceu? E se quem pensa que é uma infantil teimosia tiver razão?

Por muitas vezes, eu me machuquei tentando saber. É triste, doloroso, talvez ainda mais por eu continuar fazendo a mesma coisa. Será mesmo que sou eu que não aprendo ou sou eu que não desisto daquilo que, lá no fundo, eu acredito que pode me fazer bem?

É por ter esperança nos bons sentimentos, nos bons momentos que não costumo recuar, vou sempre em frente, de peito aberto, desarmada e sem escudo. Pode ser muita prepotência da minha parte agir assim, mas se eu me deparar com uma coisa ruim, vou tristemente pôr um fim.

Agora, se eu achar uma coisa boa, ah, as coisas boas, vou ter ainda mais certeza de que é um privilégio ser exatamente assim.

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.





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