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É preciso querer verdadeiramente o bem do outro. Quando alguém sente inveja, bloqueia a própria fonte de luz

É preciso muita cautela ao compartilhar com os demais o seu sucesso, as suas conquistas pois, infelizmente, não conseguimos detectar, numa rápida leitura da situação, quem são os “lobos” travestidos de “cordeiros”.


Querer o bem de outra pessoa nunca foi tão difícil e artificial como na atualidade! Desejar o bem, independentemente de onde essa pessoa possa chegar ou, até mesmo, aceitar que ela pode chegar muito mais longe do que você próprio, é a tarefa mais difícil para o ser humano nos dias atuais.

É possível desejar o bem de outrem, difícil mesmo é admitir que ele seja melhor do que você! Essa competição intrínseca que se origina do inconsciente coletivo, provavelmente herdada dos nossos ancestrais que desde outrora lutavam para sobreviver, está resumindo a nossa sociedade a um mero “campo de batalha” no qual cada sorriso é premeditado, cada desejo é bem calculado e não sentido, e cada abraço de parabéns esconde a pergunta: como é que ele(a) conseguiu?

É impressionante como as pessoas realmente acreditam que nasceram para brilhar sozinhas e que são, por sua vez, a maior estrela, aquela que ofusca o brilho das outras, e por vezes ainda se perguntam: existem outras estrelas nesta constelação?


A resposta para essa pergunta pode estar no universo egoísta que nos circunda, algumas vezes revestido de inveja.

Sim, inveja, esse sentimento reprovado nos meios sociais e até mesmo no livro sagrado, mas que é o pano de fundo desse canibalismo nas relações interpessoais, familiares, profissionais, etc., da sensação de fracasso e, quiçá, da temida depressão.

Quando você sente inveja, bloqueia a própria fonte de luz e só consegue se iluminar através dos holofotes dos outros, já que se estabelece no seu subconsciente, o tempo todo, um ranking comparativo, e cada passo que a sua pessoa-parâmetro consegue dar é para você um corredor de trevas. Acorda triste, angustiado, sem forças, sem ter motivo nenhum, apenas porque aquela pessoa foi promovida, ganhou um prêmio ou se destacou.


Destarte, se considerarmos que o sentimento que emanamos, somado a toda energia negativa que enviamos para outrem ou para uma situação, voltará como um reflexo no espelho para nós, assim, podemos concluir que a inveja que sentimos, mais cedo ou mais tarde, irá nos prejudicar, e na mesma proporção que a enviamos.

O problema é que, como tudo agora é fake, a inveja também se modernizou e está muito bem disfarçada por trás de sorrisos, abraços, mensagens, etc.

É preciso muita cautela ao compartilhar com os demais o seu sucesso, as suas conquistas pois, infelizmente, não conseguimos detectar, numa rápida leitura da situação, quem são os “lobos” travestidos de “cordeiros”.

É uma situação muito triste pois, se de um lado fugimos da competição diária, das metas inalcançáveis nas empresas, da qualificação profissional sempre insuficiente, etc., que atualmente o mercado de trabalho nos impõe; de outro, deparamo-nos com pessoas que nos circundam, batem no nosso ombro, dão-nos a mão, mas puxam o nosso tapete. E olhem que o tapete é até previsível, o negócio é a versão “matriz” da maldade nos dias atuais, que tenta arrancar até o concreto que há debaixo dos nossos pés.

Dessa maneira, o que nos resta é reforçar o nosso aparato espiritual com muita oração, meditação e invocação do amor genuíno, que também é um sentimento congênito, pois aquilo que não conseguimos fazer ou sentir, quando exercitamos muitas vezes, com certeza se firmará, e isso, certamente, vale também para o amor fraterno, que é o único sentimento capaz de vencer toda essa distorção comportamental. 

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.





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