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E quando eu não acordar tão otimista…

Não, não se culpe. E não me culpe. Há dias em que não acordamos acreditando que tudo vai dar certo. Simplesmente, porque em tantos outros dias, algumas coisas não aconteceram, situações não se resolveram, outras não chegaram ao fim.



E enquanto por algum motivo você pressente uma conspiração do contra, agir contra esta conspiração pode cansar, tirar energia, causar desgaste e uma leve ou profunda tristeza.

Quantas vezes o otimismo não nos deu “bom dia”, não abriu a porta nem foi junto conosco? E tivemos que seguir sem ter certeza de muita coisa, porque muitas certezas que já tivemos se provaram contrárias. Caíram as crenças, foram-se as expectativas, ficaram as lágrimas.

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Se otimismo é a arte de apreciar as coisas apenas pelo lado bom, em alguns momentos nós o perdemos de vista e até reconhecemos que o excesso dele pode nos tirar da realidade.

Sempre acreditar que tudo vai dar certo é um pouco divergente. Porque nem sempre tudo dá certo. Até para os mais otimistas. A gente não quer que as coisas deem certo só no fim. É preciso dar certo durante a caminhada. Que dê certo hoje. Que dê certo agora.

Aquela história que você imaginou sem dúvida alguma que iria ter um final feliz e não teve, não foi culpa sua. Quem sabe as circunstâncias não colaboraram. Eu já tive certeza de que algumas coisas dariam errado, e tudo se provou o contrário. Outra vez, quem sabe as circunstâncias.

Há períodos mais desencorajadores, que nós desconfiamos mais. Outros, juntamos força de vontade, ação e oração e no final precisamos ainda praticar a sabedoria para compreender o que deu errado. Com ou sem culpados.


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Eu gosto de gente otimista, mas gente que finge otimismo não faz bem. Gosto de gente que sabe que coisas dão certo e dão errado. Que há dias em que removemos montanhas e outros só queremos sentar a sua beira e ficar em silêncio.

Acredito que é preferível ler o mundo, as situações, pesar os prós e contras. Entre não ser a pessoa mais otimista do mundo ou um pessimista com alguma fé, prefiro ser, como dizia Ariano Suassuna, um realista esperançoso. E sem culpas.


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