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E quando o pedaço do outro continua dentro da gente, trazendo imunidade contra outro amor?

E quando o pedaço do outro continua dentro da gente, como uma vacina, trazendo imunidade contra outro amor?

Em alguns casos, não se pode conhecer amor, senão pela dor… Muitas vezes, conhecemo-nos num momento de extrema aflição, mas amamos com a pureza do coração.



Por um tempo, talvez, queiramos nos desfazer desse sentimento que aflorou com tanta voracidade, que até nos deixou por um tempo, encabulados, mas que depois de tudo, aceitamos de uma forma perene, aquilo que se tornou um amor sincero.

Na realidade aquilo que vive dentro de nós, já teria morrido com certeza, se não nos fizesse tão bem. E podemos perceber que a cada vez que ouvimos as nossas músicas, esse sentimento se alimenta dentro de nós. Muitos poderiam viver, ao ouvir cada uma delas, um “romance no deserto”, mas não pensariam noutra pessoa, senão naquela que ama.

A cada melodia sentimos a necessidade de estar perto, de abraçar e tocar essa pessoa. E por mais necessário que seja pensar tanto nele (a), é estranho, porque dói… Dói porque essa nossa mania de querer grita por esse amor que rasga dentro peito, fazendo morada no fundo do coração.


Como se pode falar de prisão, quando se trata de amor? Não saberíamos falar de outra coisa, ou de outro sentimento, porque as palavras soariam inaudíveis. Porque, quando amamos, fazemos outras pessoas felizes e o coração, então, grita.

E grita pela liberdade de amar e de expressar esse amor simples e bonito. Mesmo porque se não fosse assim, não seria amor.

E nos rendemos a esse sentimento. E percebemos num ato de rebeldia do coração, que esse amor que jorra dentro de nós, não veio do vento. Não pode ser levado como por uma leve brisa. Veio com um beijo molhado, com um olhar penetrante, com abraço caloroso e perfume corporal.


Veio de repente, mas aconteceu. E daí? Não se pode explicar o amor de forma comprometedora, apenas com o próprio amor. Porque amor é a capacidade de demonstrar sentimentos contínuos.

Ah! E o amor tem cheiro. E fica impregnado na gente. A gente o sente pairando no ar, em silêncio, porque queremos senti-lo por muitas vezes. A cada toque, a cada beijo, sempre!

Por isso nos calamos. Aliás, calamo-nos mais de uma vez por sentir esse amor doer. (Eu disse várias vezes que o amor dói). Sabemos também que o amor cura. Como uma dose de antibiótico. Mas o amor verdadeiro é como uma vacina que traz imunidade e não nos permite submeter-nos a outras paixões.

As lágrimas que caíram, ficaram apenas de fora, porque dentro do peito, sempre permanecerá o calor de um amor vivo, e que queremos sempre assim. Dentro de nós. Porque sabemos que esse amor viverá dentro de cada um também.

“Sei que aí dentro ainda mora um pedacinho de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento
Não é coisa de momento, raiva passageira
Mania que dá e passa, feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar.”

(Espumas ao Vento – Fagner).

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Direitos autorais da imagem de capa: Orla / 123RF Imagens

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