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E quando a vida e a morte faz acontecer o encontro?

Sou parte do todo, e do nada. Sou parte da vida e também da Morte. E hoje gostaria de falar um pouquinho sobre ela, sim, sobre ela mesma a MORTE. Muito tem até medo de pronunciar a palavra MORTE, pois eu não.



A MORTE faz parte da VIDA desde o primeiro dia que nascemos. Aliás, é a única certeza que temos desde o primeiro suspiro que damos ao nascermos. Faz parte do ciclo do Ser Vivo – nascer, crescer e morrer.

A MORTE poderia ser vista de forma mais leve perante todos nós. Sem tanto alarde, sem tantas presas e reticências. Ainda somos seres muito terrenos. Por mais espiritualizados que possamos ser, sofremos e muito quando alguém que estimamos passa para o outro lado. Mesmo sabendo que um dia lá no nosso ímpeto, isso irá acontecer, mais cedo ou mais tarde.

Somos seres naturalmente mentirosos, alguns mais, outros menos, mas no fundo não estamos totalmente preparados pra encararmos a morte de quem amamos da forma mais natural possível. Se alguém disser que sim, provavelmente esse Ser ja nem mais pertence a esse ambiente chamado planeta Terra (pode até ainda estar por aqui para ter que cumprir alguma missão, talvez como um Ser Águia).


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Gostaria de citar um exemplo de um encontro entre a VIDA e a MORTE que foi marcante há duas semanas atrás, do ator Domingos Montagner. Domingos era Pisciano com Lua e Vênus em Escorpiao (3 elementos em agua, seu habitat natural), morreu na vida real “coincidentemente” no mesmo rio que na ficção foi capturado por um milagre quase morto. Ele se encontrara no auge de sua carreira artística na TV.

Como um Ser de luz que muitos dizem que ele era (o qual não duvido haja visto algumas entrevistas e segundo passado dele), algo de extraordinário teria que acontecer entre a VIDA e a MORTE desse SER. Um grande legado tinha que ser deixado por ele para que todos não só lembrassem da pessoa que ele havia sido, mas das atitudes que ele plantou, semeou e colheu ao longo de sua VIDA.

Além de deixar marcado uma MORTE subjetiva, ou seja, que fizessem as pessoas refletirem mais acerca da VIDA, da MORTE do encontro entre elas. Agora, parem por um minuto pra analisarmos de forma superficial somente o arquétipo de peixes, nos depararemos com uma qualidade que se encaixa perfeitamente na atitude de Domingos, o do SACRIFICIO. Ficou ainda mais evidente após a morte dele quando Camila Pitanga em entrevista relatou que ele falara a ela: vá, se salve, me deixe aqui (foi o que ele deixou no ar para ela). Eu creio que ele escolhera aquele momento, aquele lugar para partir/ir ao encontro de sua MORTE.


Muitos podem até chegar ao julgamento de dizer que ele foi egoísta por não pensar na mulher, nos filhos que ele deixara…. Eu, penso, e compreendo que cada um tem sua missão singular aqui. E sua decisão não implica em egoísmo, diria que vai além, muito além, não é uma questão de decisão consciente.

Às vezes, talvez muitas ou até todas as vezes marcamos a data de nossa Morte, e creio que esse registro é guardado no nosso inconsciente, o qual é feito de propósito. Impossibilitando-nos desta maneira de termos acesso ao trato que fizemos com o nosso Pai lá de cima, antes de passar pro lado de cá. Aqui é somente uma passagem, que viemos pra aprendermos, ensinarmos, compartilharmos e seguirmos em frente, só isso, ou de repente tudo isso.

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A Morte pra mim é como a última etapa de uma brincadeira/jogo: Pra alguns simplesmente perde a graça e eles param de jogar com afinco, continuam no jogo e só ficam aguardando o momento de se encontrar com a Morte; pra outros que são mais ousados, se lançam sem calcular os riscos, às vezes se machucam feio, e infelizmente dão de cara com o GAME OVER da Morte, ou seja, com o encontro antecipado com a Morte; e ainda há outros q passam todas as fases, concluindo-as com sucesso, indo assim ao tão desejado encontro com a Morte, e logo voltam pra casa, felizes da VIDA.


O colapso da função de onda e o poder criativo:

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