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E quem nunca destemperou que atire a primeira pedra!

Gosto da sinceridade de gente destemperada. São as pessoas mais sensíveis que já conheci. E muitos, neste exato momento, devem estar até me questionando: “Ah…não! Sensíveis eles não são!”



E eu os respondo interpelando: ” Já tentaram dar amor a estas pessoas?

Senão…jamais irão conhecer a sensibilidade deles!”

Essas pessoas são muito mal interpretadas…criticadas…condenadas…rejeitadas.

Pois a sociedade só aceita o ser “equilibrado” emocionalmente…aceitam o lado “positivo” do ser ambivalente. Ou seja…aceitam pessoas “perfeitas”. E isto tudo não passa de pura tolerância fingida. Pessoas que ousam despir suas almas se colocam por inteiras…com luzes e sombras…com alegrias e tristezas…com calmarias e raivas.


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Já me familiarizei com destemperados de diversos níveis e todos me magoaram com suas palavras e atitudes ácidas. No entanto, minha chateação nem perdura por mais que alguns minutos. Pois sei do quanto se arrependem depois!


Afinal…esse tipo de personalidade já é bem conhecida…adaptável ao meu dia a dia. Sempre convivi com pessoas difíceis, principalmente no meu seio familiar. E ao contrário do que muitos pensam…a maioria desses seres são extremamente frágeis e inseguros, com uma predisposição, inclusive, à ansiedade e depressão.

Mesmo que não admitam para os outros suas emoções tempestuosas…não tem importância…pois isto somente nos provam a vergonha e a dor que têm de assumirem para si mesmos o quanto suas temperadas palavras mal dosadas podem atingir com tristeza alguém. E isto também os desalentam e os incomodam por seus descontroles emocionais descabíeis. Podem ter certeza! E quem nunca destemperou que atire a primeira pedra!

Eles são verdadeiros especialistas em vocábulos e ações apimentados, lançados de forma desmedida sobre os outros. E diante de toda esta picância…precisamos ofertá-los a doçura do amor. Difícil? Sim! No entanto, quando compreendemos que não existe coração sem amor e quando deixamos de lado o amargor dos ressentimentos …tornamo-nos amor e as dificuldades desaparecem.

E quando esses seres tempestuosos degustam o açucarado amor de suas vítimas, em meio à sua própria ardência comportamental, desarmam-se e sentimos o amor vazar pelas pequenas brechas da porta e das janelas de seu coração.

Longe de mim tratar sobre este assunto de forma utópica. Eu experimentei dar amor a estas pessoas e obtive resultados incríveis. Teve um destemperado que me marcou muito…um antigo chefe. Era bastante temido por suas ações raivosas. Com um ano trabalhando em sua empresa…ele destemperou de vez comigo.

Resultado: Pedi demissão! Pois ele havia misturado seus problemas pessoais com o trabalho e acabou projetando toda a sua fúria em mim. Porém, se eu permanecesse naquele lugar…sentira-me submissa a um chefe e não uma insubordinada integrante de sua equipe.

No entanto, antes de ir embora, abandonei minha mágoa pela humilhação imposta e resolvi escrever uma carta com meu coração falando quem o mesmo representava para as pessoas.

Quando fui acertar com ele sobre a minha rescisão contratual…levei um presente com significado: um livro meu e a carta. Ele se apaziguou por completo. Tremeu-se e não sabia o que dizer. Gaguejou muito e ficou encabulado. Mal me atendeu e me pediu para voltar na semana seguinte. E foi o que fiz! Ao reencontrá-lo para me despedir…ele estava mais sereno e disse-me: “Obrigado pela carta…li tudo e sorri por dentro.” E assim, não me disse mais nada. E precisava dizer mais alguma coisa?

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Depois disto nos tornamos bons amigos.Diante deste grande ensinamento, compreendi que todos os corações são repletos de amor dentro deles. Só que muitos ainda são trancados. No entanto, não há amor que não desabe suas portas.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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