Família

“É um chamado de Deus”: mãe fala sobre impacto da adoção na vida das famílias e das crianças carentes

2 capa E um chamado de Deus mae fala sobre impacto da adocao na vida das familias e das criancas carentes

Amelia fala sobre as dificuldades e as belezas de ser mãe adotiva, e ressalta que não existe hora para adotar, é uma obrigação que os adultos têm com as crianças sem família!



A adoção é um dos mais belos atos de amor! Uma criança pode ficar sem sua família biológica por vários motivos, como negligência parental, falta de condições financeiras, morte, entre outros. A única coisa que não muda é que, ao perder seus pais ou responsáveis, a criança fica completamente vulnerável, exposta às maldades existentes.

Amelia Peterson, de Fargo (Dakota do Norte – EUA), revela ao site Love What Matters que as pessoas sempre lhe fazem dois tipos de perguntas quando descobrem que ela é mãe adotiva: como ela decidiu criar e quando descobriu que era o momento certo.

Muitos costumam afirmar que não conseguiriam ser pais adotivos porque se apegariam demais à criança, enquanto outros justificam que não possuem tempo ou energia suficientes para isso. Amelia e seu marido sempre quiseram adotar, e tiveram esse diálogo desde quando namoravam, o que os fez perceber que no coração já se sentiam como pais adotivos.


Logo depois do casamento, Amelia engravidou, esse foi o momento em que decidiram iniciar o processo de licenciamento para um orfanato. Pode parecer estranho decidir adotar logo que se descobre uma gravidez, mas o casal sabia que nunca teria “tempo livre”, as coisas se tornariam cada vez mais difíceis, foi quando decidiu que o lar adotivo não deveria ser colocado em segundo plano.

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Direitos autorais: reprodução/acervo pessoal.

Amelia revela que não existe um momento ideal para se tornar pai adotivo, não existe, de fato, um bom momento para criar tamanha responsabilidade. Mas explica que também nunca existe uma boa hora para uma criança perder sua casa, sua família, seus amigos, seus brinquedos, sua escola e tudo o que sempre teve. Nunca vai ser um bom momento para essa criança colocar alguns poucos pertences em um saco de lixo e ir morar com pessoas que nunca viu.

A mãe conta que não é mais forte que ninguém e que também se apegou demais. Existem dias em que Amelia se esconde no banheiro para chorar, pedindo forças para ser suficiente para aquela criança, que nunca se cansou de ninguém. Ela sempre sente que poderia fazer mais e que nunca se torna simples amá-la.


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Mas Amelia prefere oferecer qualquer quantidade de amor e segurança para essas crianças a um grama de dor a mais. Essas vidas inocentes são quebradas e traídas pelas pessoas e pelo sistema, que deveriam mantê-las seguras. Elas não merecem isso!

É ridículo que um bebê de 3 meses, que acabou de ser arrancado dos braços da mãe, tenha de passar a noite em um escritório de uma assistente social, porque o adulto tem “medo de amá-la demais”. É desnecessário que uma criança de 11 anos tenha de passar por negligência, dormir com insetos, porque o adulto “valoriza demais seu tempo livre”.

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As crianças não devem suportar isso, são os adultos quem devem se responsabilizar por isso, são eles quem devem carregar esse peso por elas. Amelia conta que nunca vai se tornar fácil ou leve, mas lembra que existe um Deus que pode assumir nosso fardo, quando nossos braços ficarem fracos demais e nossos corações se sentirem exaustos.

Ela sabe que nem todas as famílias serão capazes de fornecer um lar adotivo fixo ou temporário, é uma ideia fora da realidade.

Segundo Amelia, metade das famílias adotivas desistem de ajudar no primeiro ano, porque se sentem sozinhas demais, e lembra do ditado: “É preciso uma aldeia para criar uma criança.”

Para a mãe, as famílias precisam começar a se responsabilizar por essas adoções, mesmo que sejam temporárias. Se você não tem condições de receber uma criança em sua casa, então o que pode fazer é ajudar as famílias adotivas, oferecendo coisas como um alimento, um jantar, ajudar com roupas e suprimentos, na limpeza da casa dos pais adotivos, cuidar das crianças, quando seus pais precisarem se ausentar, brincar com eles, orar por eles.


Não adianta oferecer ajuda, dizendo que basta a família pedir, muitos não vão fazê-lo porque se sentem frustrados em precisar implorar apoio. Seja generoso, exercite sua empatia e faça-o sem que ninguém tenha lhe pedido.

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As pessoas podem passar a vida esperando que Deus coloque uma criança necessitada na porta de sua casa ou simplesmente tomar as rédeas da situação e se transformarem nessa porta. Elas podem surgir com refeições, roupas ou apenas com um ombro para oferecer àquela família. Amelia afirma que se tornar mãe adotiva foi a maior honra, e a maior dor de cabeça também, mas acredita que vale a pena cada segundo.

Que linda história! Amelia é mãe adotiva temporária, sua casa e sua família ficam abertas para que crianças que precisem de um lar esperem o processo de adoção com ela.


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