E viva o amor, minha gente! – “Que seja eterno enquanto for recíproco!”



“Que seja eterno enquanto for recíproco!”

This ain’t a love story (mentira, é sim)

Foi uma troca de olhares. Eu e meus grandes olhos castanhos, e aquele olhar decidido dele. Os céticos dirão que isso é fantasia da minha cabeça, mas foi paixão, desde o primeiro momento. E não exatamente da maneira como acontece em Hollywood naqueles romances fervorosos e beijos embaixo da chuva – mas sim de uma forma despretensiosa mas não menos charmosa. Eu diria que a maneira como as coisas se desenrolaram desde então, ah, isso sim daria um filme. Ora comédia romântica, ora drama mas sem dúvida uma das coisas mais bonitas que já me aconteceu.

Não vou dizer é claro, que aos 27 anos de idade, foi a primeira vez que gostei de alguém, mas eu posso afirmar que eu não sabia o que era gostar desse jeito. Na minha concepção, analisando como acontecia pra mim, hoje vejo que nunca passou de atração. Uma atração misturada com um desejo ora altruísta, ora egoísta de querer “salvar” o indivíduo foco da minha atenção. O que eles tinham em comum: tinham problemas.

Problemas daquele tipo que a gente quer consertar, quer mostrar o melhor caminho. Logo, eu fui mais mãe do que qualquer outra coisa. E nunca antes eu tinha me interessado por alguém que me despertasse aquele negócio mágico chamado admiração. Porque se você se acha mais capaz do que a pessoa de resolver os problemas dela ou se acha que pode consertar os defeitos que você não gosta, então não há admiração. Não há.

Se você admira uma pessoa, você acha que ela ser assim é exatamente o que faz dela especial. Você não tem a pretensão de mudar a pessoa e sabe que sim, ela é muito capaz de resolver os próprios problemas. Logo, o papel de mãe já não é mais necessário.



Mas tudo nessa vida é aprendizado. E eu fui me encantando por aquela pessoa na mesma intensidade com que a atração por ele foi aumentando. E após quase dois anos, ambos seguem aumentando na mesma proporção. Eu tive a necessidade de testar se eu era capaz de me desvincular, porque embora não venha ao caso, a nossa situação não se desenrola de um modo muito tradicional. O que eu aprendi com isso? Estamos aqui por algum motivo. E eu tenho certeza do quanto venho crescendo nesse tempo. O quanto esse tempo ao lado dele tem me feito mais mulher e mais humana.

Hoje eu já não questiono tanto e abracei a ideia de que eu vou viver isso da melhor maneira possível. Enquanto eu tiver essa vontade de contar tudo que me acontece, enquanto tivermos esse assunto que parece interminável, essa química explosiva, essa conexão de mentes e essa parceria, então eu vou viver com toda essa intensidade bem típica minha, cada momento que a vida me ofertar com esse cara que sem dúvidas, se não é o cara pelo qual eu vou ser encantada pelas próximas décadas, com certeza é o cara que vai me render lembranças lindas dignas de serem contadas pros meus netos.

E viva o amor minha gente! Parafraseando um autor que eu não me recordo quem é:

“Que seja eterno enquanto for recíproco”.






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