Reflexão

Edgar morin: o demônio é sempre o outro

Edgar Morin

Edgar Morin é um filósofo, sociólogo, antropólogo e historiador, e em toda a sua carreira já escreveu mais de 60 livros que abordam diferentes áreas da vida humana. Morin é considerado um dos principais pensadores do século XX na França, e sempre faz o seu público refletir sobre relações sociais e sobre as transformações dos séculos.



No vídeo abaixo, ele fala especificamente sobre o porquê sempre vemos o outro como errado, e a nós mesmos como certos.

Esse é um comportamento muito comum do ser humano, mas que revela uma grande desconexão interior.

Como não somos educados para conhecermos a nós mesmos, não entendemos nossos sentimentos, pensamentos, sonhos, ambições, e como resultado, nossa realidade está repleta de inverdades, incertezas e muitas infelicidades. Não sabemos lidar com esse vazio em nossas vidas e tendemos a culpar o outro por isso, a torná-lo o verdadeiro demônio, quando deveríamos estar tratando de nós mesmos.


Essa nossa predisposição a focar no que o outro tem de diferente e negar as semelhanças é a causa de muitos conflitos culturais e políticos. Quando não tratamos o outro como semelhante, nossa humanidade é ameaçada.

Morin reflete sobre nossa incompreensão com a diferença e nos faz questionar e repensar nossos próprios comportamentos. Assista e absorva a

Abaixo está o discurso de Morin, caso não consiga ativar as legendas.


Também devemos reformar nossas vidas no sentido da compreensão do outro. Por quê? porque é notável que temos uma grande dificuldade para compreender um estrangeiro que tem costumes diferentes, ritos diferentes, crenças diferentes, às vezes religiões diferentes. Temos dificuldade para compreender e sentir que ele é como nós, pois o específico das relações entre seres humanos é que o outro é, ao mesmo tempo, diferente e parecido conosco. Ele é diferente por sua singularidade, suas características próprias, sua cultura, seu caráter. Mas ele é parecido conosco pela sua capacidade de sofrer, de amar, de chorar, de rir, de refletir.

Mas esse problema de compreender o outro não existe somente em relação ao estrangeiro. Ele existe hoje no interior de nossas sociedades. Ele existe nas famílias. Há tanta incompreensão entre os casais que eles explodem e acontecem os divórcios. E às vezes há muita incompreensão entre pais e filhos, entre filhos e pais.

E por que existe tanta incompreensão na vida cotidiana, que envenena a vida cotidiana? Sentimos hostilidades mútuas uns com os outros e não apenas amizade, por quê? Porque não somos educados para conhecer a nós mesmos, para conhecermos o outro. Porque cada um de nós sofre o que os ingleses chamam de ‘self-deception’, ou seja, a mentira a si mesmo. Cada um mente a si mesmo, quer esquecer suas fraquezas, suas carências e coloca o outro como vilão, o malvado que tem fraquezas e carências.

Que mensagem poderosa! Está na hora de valorizarmos as semelhanças, deixarmos ir as diferenças e construirmos uma sociedade mais unida e próspera!


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Direitos autorais da imagem de capa: Edgar Morin / © MaxPPP


 

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