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Eduquemos as meninas para serem cientistas, não princesas!

É fundamental que as meninas recebam os mesmos incentivos que os meninos em suas jornadas científicas. Entenda!



O PISA (estudo comparativo internacional que analisa o desempenho dos estudantes na faixa etária dos 15 anos) de 2015 chegou a resultados bastante interessantes e reflexivos sobre a diferença entre confiança de meninos e meninas quando se trata de vocações científicas.

Segundo o El País, que recebeu dados do relatório através do Ministério da Educação e Formação Profissional (MPEF), as meninas enxergam a si mesmas como menos capazes do que os meninos, quando se trata de atingir objetivos relacionadas a habilidades científicas.

A falta de confiança das meninas tem um nome: autoeficácia em ciências, e foi comprovado que é bastante presente na maioria dos países pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que realiza o teste nos alunos para medir suas habilidades em ciências, matemática e leitura.

No entanto, segundo dados de uma pesquisa de 2017, publicada na revista Science, o preconceito relacionado às habilidades das meninas começa bem mais cedo. A pesquisa questionou jovens de ambos os sexos sobre suas impressões, quando se tratava de uma pessoa muito inteligente que não conheciam.


Nas crianças com faixa etária menor do que 5 anos, não foram observadas diferenças, mas a partir dessa idade, as meninas que imaginavam que essa pessoa inteligente fosse uma mulher, diminuíram significativamente. A maioria das crianças associou a inteligência a um homem.

A autoeficácia em ciências é analisada pelos especialistas não apenas em relação ao desempenho do aluno em si, mas também em suas escolhas de estudo. Montserrat Grañeras, chefe da Unidade de Igualdade do MPEF disse que, de forma geral, as meninas possuem menos autoeficácia para a ciência, praticam menos atividades científicas nas horas vagas e costumam ser em menor número em áreas de trabalho relacionadas à tecnologia do que os homens.


O relatório do PISA 2015 mostrou que os meninos tiveram participação maior em atividades científicas em todos os países analisados.

Os especialistas explicaram que essas variações de interesse entre meninos e meninas podem decorrer de diferenças nas oportunidades de acesso à atividade, bem como no apoio recebido por parte das pessoas próximas.

Dados do MPEF mostram ainda que, desde o ensino médio, as meninas optam com menor frequência (46,6%) do que os meninos (53,4%) pelo bacharelado científico. Em outras áreas, como artes e humanas, as mulheres são maioria.

Os pesquisadores envolvidos nas análises descobriram que outros fatores também impedem as mulheres de se desenvolver em áreas relacionadas à ciência. Dificuldades de conciliar o trabalho com a família, reconhecimento do próprio trabalho e dificuldade de conseguir financiamento para seus projetos são alguns deles.

Segundo o El País, a falta de confiança nas jovens, detectada no PISA, pode continuar a prejudicá-las, mantendo-as longe de suas carreiras. Grañeras diz que isso faz com que as mulheres tenham uma percepção diferente de suas capacidades do que os homens, mas que isso vai mudar, porque a sociedade está mudando.

Grañeras acredita que a falta de vocação das mulheres nas carreiras científicas se deve, em parte, à falta de modelos nos quais possam se espelhar. Ele acredita que uma forma de reverter essa situação e promover a confiança nelas é combatendo os estereótipos nas escolas, para que elas comecem a se enxergar em funções como essas.

No entanto, é também importante reforçar esse tipo de questão dentro de casa, criando as meninas não necessariamente para serem “princesas”, mas também abrindo as portas para que descubram talentos e vocações em outras áreas da vida, como a ciência.

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Direitos autorais da imagem de capa: Depositphotos.

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