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Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração!

 Tenho que ser sincera: acabei guardando-o em um lugar escuro por muito tempo. Via-me na obrigação de preservá-lo por inteiro.



Sem parti-lo, sem quebrá-lo ou decepcioná-lo. Nada de arrependimentos. Mas não foi por mal, nunca é. Só que nós, tão exagerados que somos, vivemos com a incrível sensação de que absolutamente tudo pode dar errado a qualquer momento.

E pode! Mas não vamos nos esquecer do outro lado da história: também pode dar certo.

Ter medo é deixar de agir, é a ausência da coragem, a falta da capacidade. É pensar que as coisas não vão funcionar e é aí que elas acabam não funcionando mesmo. Mas não me culpei por ter sentido isso durante muito tempo, porque isso me fez mal, estagnou minhas vontades, planos e sonhos.


Mas, sem dúvidas, me deu o impulso necessário para saltar. E o melhor de tudo: sinto-me acompanhada. A sensação de solidão às vezes ainda bate diante do abismo: “pular ou não pular?” Mas respirei fundo, silenciei a minha alma e deixe que a vontade falasse por mim: “a hora é agora.”

Liberdade. Foi essa a sensação que senti quando resolvi deixar tudo de lado e ouvir o único que me conhece como ninguém: meu coração. Como em qualquer outra situação, eu havia semeado expectativas em excesso em relação ao caminho que estava percorrendo, e nós sabemos que devemos estar preparados para qualquer desequilíbrio que podemos (e vamos) encontrar pela estrada.

Mas dessa vez era diferente. Era diferente porque eu não estava tomando atitudes na esperança de que as pessoas percebessem e se tornassem gratas pelos meus feitos. Foi então que Antonie de Saint-Exupéry me mandou uma mensagem através de um livro conhecido como O Pequeno Príncipe: “Eis o meu segredo” ele escreveu, “só se vê bem com o coração.”

O que eu podia dizer? A quem estava tentando enganar? A mim mesma. Pode funcionar durante um tempo, mas com os passar dos dias, ou meses, anos, nós vamos nos tornando exigentes e não aceitamos nada menos que ser feliz.


É o que merecemos: amor e felicidade! E não devemos aceitar pouco, de ninguém. Quem quer que seja, se quer o seu bem, não lhe proporcionará menos que o essencial.

E essa é a forma como chegamos lá: através do nosso coração, que é o primeiro a nos conhecer em vida e o último a nos deixar.

Quer uma dica? Abaixe o som das vozes e ouça o que ele sussurra para você.


Os homens gostam de viver os relacionamentos, e odeiam falar sobre eles!

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