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Ela até pensou em casar…

Ela até pensou em casar...

Leia ouvindo: Self Sabotage – Pool party



Esses dias, eu me peguei atualizando a pasta “Say I Do” do pinterest. Ri alto. Amo toda essa cerimônia que envolve casar e mais do que isso, amo fotografia de casamento.

Muitos me acham romântica por escrever sobre amor, relacionamentos e afins, mas, na realidade, já faz algum tempo que eu parei de romantizar relações.

E isso não significa que eu não acredite mais no amor, eu desacredito das relações que existem hoje em dia. A minha sensação é de que tudo foi banalizado. Ninguém mais leva a sério o compromisso que uma relação traz, e isso não envolve somente o casamento, envolve todo o processo anterior ao casamento. E daí, meus amigos, dá uma preguiça danada!


Vez ou outra dá aquela vontade de juntar as escovas de dentes, mas é só a relação aprofundar um pouco mais pra gente ver que é melhor não juntar nada. Cada um na sua casa, espaço e banheiro. Pronto, não demora muito, a relação que nem começou (!) desgasta e um olhar mais lá na frente entrega: término à vista. Dá menos trabalho terminar sem ter juntado nada. Afinal, juntar os próprios cacos dá um trabalho danado!

Nem sempre é assim, eu sei. Hora ou outra vai aparecer alguém que vai chegar de mala, cuia e a certeza que quer ficar. Mas, enquanto isso, não acontece, deixe-me aqui, atualizando o pinterest e focando na minha carreira.

Eu não cuido nem do pinterest como eu gostaria, você acha que eu vou me dedicar a uma relação meia-boca, só pela vontade de um dia casar? Jamais!

Acho que quanto menos dependentes formos da imagem de casamento, melhor! Para todo mundo, viu? Apesar de toda pressão dos mais próximos, é hora de respirar. Não entra na pilha, sabe? Tendo ou não um relacionamento, respire. Chega de tratar como desesperadas as mulheres sem aliança no dedo!


São padrões, muitos padrões, para pouca liberdade!

E me dá preguiça de novo, sério! Nessa hora aí eu me recolho, fecho a concha e lembro da vó Julia, “Antes só do que mal acompanhada, Ju”. Até a minha avó, no auge dos seus 80 anos, tá sabendo mais do que muita mulher de 20, 30, 40, 50 anos, que precisa da bengala de uma aliança no dedo para chamar de casamento.

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Direitos autorais da imagem de capa: halfpoint / 123RF Imagens


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