Família

Ela foi mãe aos 66 anos, e sua filha já é adolescente. Agora quer outro bebê!

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A história é muito popular na Romênia, país de origem de Adriana e sua filha Eliza, hoje com 17 anos e pronta para entrar na faculdade.

O sonho da maternidade toma conta de muitas mulheres no mundo inteiro, e várias acreditam que só serão verdadeiramente completas depois que os filhos nascerem. Uma sucessão de fatores pode influenciar as pessoas a não terem filhos na “idade esperada”, como uma necessidade de focar na carreira profissional, baixa fertilidade e até ausência de vontade na ocasião.

Isso não significa que essas mulheres não sentirão vontade de engravidar mais velhas e, atualmente, com o avanço da medicina, é mais fácil manter uma gestação mesmo que ela seja de alto risco. Formas diferenciadas de concepção podem ser apresentadas, como fertilização in vitro (FIV), a mãe pode escolher gerar por meio de uma barriga solidária ou adotar uma criança.

As possibilidades de se tornar mãe são inúmeras, e o que mais vale é a vontade e a disposição de abrir mão de certos hábitos e costumes da vida sem filhos. Para Adriana Iliescu, de 83 anos, a maternidade a atraiu de maneira muito elegante e forte quando estava na casa dos 60 anos. Aos 66, entrou para o Guinness Book, em 2005, por ser a mulher mais velha a gestar um filho.

O posto já foi dado a outra mulher, e muda com o passar dos anos, mesmo assim Iliescu é a mulher mais velha a dar à luz na Romênia. Vivendo na capital Bucareste, com sua filha, que está prestes a entrar na faculdade, as duas são muito conhecidas no país, e os jornais locais noticiam cada pequena vitória ou mudança relacionada à mãe e à filha.

Em entrevista ao Daily Mail, depois que sua filha já tinha crescido, Adriana anunciou que tinha sim vontade de ter outra criança e que sabia que alguns testes estavam sendo realizados em uma mulher com mais de 70 anos. Mesmo assim, as dificuldades financeiras impediram esse sonho, já que o início da pandemia marcou uma crise econômica e uma queda no poder de compra em inúmeros países.

Como Adriana é aposentada desde que escolheu fazer a inseminação artificial, com esperma de um doador desconhecido, esse dinheiro se tornou sua principal fonte de renda. De acordo com informações do Impact, a idosa recebe cerca de R$ 2.400 de aposentadoria e precisa complementar a renda com o aluguel que recebe de um apartamento e o salário de professora de meditação.

Sentindo-se muito bem fisicamente, Adriana não se importa com comentários que buscam desqualificar sua maternidade, como os que a colocam como avó de Eliza. Ela declarou que não teve a filha para se sentir mais jovem, e que não sente o peso da idade chegando. Quando acorda em um bom dia, sente que seu corpo respira a idade de uma jovem de 27 anos, e nos dias em que está indisposta, como se tivesse 37 anos.

Para ela, o segredo está nos hábitos saudáveis de vida. Na época em que deu à luz Eliza, muitas pessoas a criticaram, afirmando que ela era “egoísta” por ser mãe sabendo que morreria em pouco tempo. Quase 20 anos depois de se lançar no grande sonho, Adriana não se sente mais cansada, indisposta ou arrependida de ter uma filha, pelo contrário, defende que as mulheres deveriam ter muitas crianças.

A justificativa que deu para não ter tido a segunda criança antes, além do dinheiro que emprega no cuidado da menina, foi porque queria manter um forte vínculo com Eliza. Essa maternidade mais profunda, que oferece a calma e o cuidado de uma mãe que já não tem mais a necessidade de correr para cima e para baixo atrás do ganha-pão. Mesmo que ainda dê aulas de meditação, tudo é muito mais simples e calmo em sua vida.

Em 2010, quando o Daily Mail a entrevistou, Adriana afirmou que morreria apenas quando Eliza chegasse aos 20 anos, mas a cada ano, percebe que se sente mais ativa e disposta, mesmo aos 83 anos. Como não fuma, não bebe, pratica atividades físicas regulares e tem boa alimentação, não se sente cansada.

Maternidade “tardia”

Adriana optou por ter Eliza aos 66 porque antes não existia a fertilização in vitro, mas que já estava pronta aos 37 anos, assim que concluiu o doutorado e se tornou professora universitária. Ela se casou apenas uma vez, separando-se aos 24 anos, e não teve interesse em manter mais nenhum relacionamento.

Quando completou 57 anos, o método finalmente chegou ao seu país, foi quando começou o procedimento. Na segunda tentativa, mesmo sob fortes críticas, ela conseguiu engravidar. Para Adriana, todas as críticas que recebeu ou recebe são apenas de pessoas invejosas, já que não é pouca coisa publicar 25 livros, ser professora universitária e ter um filho aos 66 anos.

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