Família

“Elas precisam de um lar, a raça não é relevante.” Casal adota 3 crianças e celebra família sem preconceito

Tierra e Patrick sempre quiseram ser pais mas, após oito anos de tentativas, perceberam que o conseguiriam apenas pela adoção, e decidiram fazer isso da melhor maneira possível.



Muitas pessoas sonham com o dia em que serão pais ou mães. Não precisa, necessariamente, ser um casal, como estamos acostumados a ver, existem inúmeras maneiras de exercer a paternidade e a maternidade, basta apenas querer se responsabilizar por indivíduos extremamente frágeis.

Poder ensinar tudo o que se sabe, compartilhar momentos que vão ficar para sempre guardados na memória das crianças e exalar o amor estão entre as coisas mais interessantes de se responsabilizar por alguém. A única certeza que Tierra sempre teve era que queria ser mãe, talvez porque perdeu a sua quando tinha apenas 5 anos, mas todas as memórias que ainda guarda foram capazes de moldá-la para ser a pessoa que é.

Ela conheceu Patrick em 2006, quando tinha 18 anos, e logo decidiram se casar. O relacionamento amoroso era perfeito para criar um lar cheio de adoráveis crianças. Em 2009, eles começaram a tentar engravidar, foram oito anos tentando, sem sucesso.


Em 2017, o casal decidiu iniciar a jornada para adoção, logo quando soube da situação que as crianças estavam, precisando dormir até em hotéis, em alguns casos.

Seis meses depois que entraram na fila para adotar uma criança, receberam uma ligação da assistente social, que informou que havia uma criança de 15 meses precisando de um lar. A mãe adotiva da pequena menina estava voltando a estudar e precisava que ela ficasse com uma família temporariamente.

Ainda na ligação, a assistente informou que ela era branca e perguntou se havia algum problema. Patrick foi categórico ao responder que a raça da criança não era relevante, ela precisava de um lar, e era isso o que eles estavam oferecendo.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


A menina se chama Felicity e, em pouco tempo, passou a chamá-los de “papai” e “mamãe” de forma natural. A adaptação foi difícil, mas isso não impediu que o casal fosse firme em sua decisão, oferecendo todo amor que podiam para a criança.

Depois de um tempo, a mãe biológica da menina apareceu, fazia visitas esporádicas e sempre levava refeições para que pudesse passar algum tempo com ela, mas quando percebeu que o lar onde morava era muito bom, simplesmente parou de visitá-la.

Nove meses depois de terem Felicity em casa, o casal novamente decidiu entrar na fila da adoção e, em fevereiro de 2018, recebeu outra ligação. Dessa vez, quem precisava de uma casa era um recém-nascido de apenas cinco dias, que havia tido uma gestação de alto risco, já que a mãe era dependente química. Além de nascer prematuramente, o bebê havia sido gravemente exposto às drogas e seu quadro de saúde não era bom.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


Eles deram ao pequeno menino o nome de Samuel, com o qual passaram 32 dias na UTI neonatal, pois precisava de oxigênio e de um tubo de alimentação. Em casa, encontraram alguns problemas com o ganho de peso do novo membro, mas conseguiram contornar a situação com êxito.

A mãe biológica de Samuel acabou entrando em contato com a família, explicando que estava grávida de sete semanas e queria que Tierra e Patrick soubessem primeiro. O casal teve nove meses para se preparar para a chegada da nova criança e nem sequer por um minuto não pensou em adotá-la, principalmente porque eles deixariam os irmãos unidos.

Em dezembro de 2018, o pequeno Judah nasceu, mas, no início, foi enviado para outra família. Tierra e Patrick decidiram lutar pela guarda da criança e, sete dias depois, eles conseguiram se tornar pais de três crianças, e hoje se orgulham em dizer que têm um ótimo relacionamento com as mães biológicas das crianças, além de serem muito gratos pelo sacrifício que elas precisaram fazer, abrindo mão da própria maternidade.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


Em 2020, os três foram oficialmente adotados e hoje a família fala abertamente sobre a questão da raça em suas postagens, já que as três crianças são brancas. Tierra explica que, mesmo que a pele deles “não combine”, ninguém pode dizer que eles não são uma família.

Eles moram em uma comunidade predominantemente branca, mas nunca sofreram racismo explícito, embora sempre sintam olhares de julgamento quando veem os pais com as crianças.

O casal é muito feliz por ter adotado as três crianças e sabe também que famílias inter-raciais não são regra, mas sim exceção, por isso, atualmente, os pais compartilham todo o processo nas redes sociais e em vídeos do TikTok. A adoção é uma forma extremamente legítima de ter filhos, que transforma a vida de várias pessoas.


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