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“Ele nos ameaçava e perguntava quantas pessoas tinha matado”, diz soldado que resgatou vítimas em SC

O ataque aconteceu no município de Saudade (SC) e deixou 5 pessoas mortas, entre elas duas crianças. Entenda.



No último dia 3 de maio, o país foi alertado sobre mais uma grande tragédia envolvendo escolas, e desde então um sentimento de tristeza, luto e revolta tem permanecido no coração de muitos brasileiros.

Um jovem de 18 anos, do pequeno município de Saudades, no oeste de Santa Catarina, invadiu a creche Aquarela, que atendia bebês de 6 meses a 2 anos de idade, armado com uma faca e um facão, e atacou as pessoas do local, deixando 5 mortos.

Entre as pessoas que perderam suas vidas estão 3 crianças, com idades inferiores a 2 anos, e duas professoras que trabalhavam no local, Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, que morreu no local, e Mirla Renner, que havia completado 20 anos em janeiro. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.


Segundo informações da Secretaria de Educação do Município, o ataque aconteceu por volta das 9h30. A secretária municipal de educação Gisela Ivani Hermenn, disse em entrevista à Crescer que, quando chegou ao local, o que testemunhou foi uma “cena de terror”.

Segundo informações de O Globo, o jovem que realizou o ataque cortou o próprio pescoço com a faca que utilizou nas vítimas, em uma tentativa de tirar a própria vida, mas não conseguiu e apenas ficou estirado no chão. Ele também sofreu represália da população que chegou ao local após o ataque.

Raphael Blazech, soldado do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, que estava no primeiro grupo ao chegar ao local, disse em entrevista ao portal de notícias que o jovem sangrava bastante, mas que permanecia consciente.

Segundo ele, o responsável pelo ataque perguntou quantas pessoas havia matado e afirmava que “queria morrer”. Blazech ainda relatou a cena que presenciou ao chegar ao local, minutos após o ocorrido. Ele disse que havia muita correria no local, além do desespero e de muitas pessoas gritando.


Ao chegar, ele já se deparou com duas crianças mortas, além de uma das professoras. A equipe resgatou o outro aluno e a outra professora. O soldado informou que as outras duas vítimas acabaram falecendo no hospital público da cidade, e lamentou por não terem conseguido salvar a nenhuma. O jovem responsável pelo ataque foi levado para uma unidade de saúde de Pinhalzinho, município vizinho e, após algumas horas, foi transferido para outro hospital em Chapecó.

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