Ele sumiu, mas o problema não é você!

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O que eu fiz de errado? Será que falei demais ou de menos? Foi o meu corpo? Minha performance sexual não foi lá essas coisas?



Em uma noite como outra qualquer, você inicia uma conversa com boy magia em um site de relacionamento. Conversa vai, conversa vem e o protocolo de conduta é sempre muito parecido, se evoluir um pouco, o caminho é o WhatsApp.

A comunicação nesse canal é mais fluida, isto é, “se fluir”… Sim, porque, às vezes, a conversa não passa de um “bom dia” ou “boa noite”, mas enfim, se fluir, você vai para a próxima fase, que é marcar um encontro.

Chegou o dia de sair do virtual e rolou o encontro, você gostou do que viu e ele parece que também. Ambos se curtiram, a sintonia foi ótima, a química bateu. E o beijo? Ah, o beijo foi incrível!


Na mesma noite, vocês marcaram um próximo encontro e, como previsto, foi um espetáculo, parecia que tudo ia às mil maravilhas. Não havia dúvidas de que ambos estavam se curtindo.

De repente, depois do terceiro ou quarto encontro, algo aconteceu, as mensagens diminuíram, ele ficou refratário, distante e, em seguida, sumiu.

E aí vem a pergunta que não quer calar: o que aconteceu? Ele está sem tempo? O que eu fiz de errado? Será que falei demais ou de menos? Foi o meu corpo? Minha performance sexual não foi lá essas coisas? Será que foi minha última mensagem, será que assustei o boy? Fui com muita sede ao pote?


Enfim, a priori, você questiona o motivo do sumiço. Num segundo momento, você cansa de ficar alucinando e não quer mais saber o motivo, você coloca a pessoa na pasta das tentativas frustradas, lá no cantinho das “águas passadas”.

E aí vem aquela outra pergunta: o que há de errado comigo? O problema sou eu? Ei, não é assim, não é com todo mundo que rola, estamos na fase de amores líquidos, as pessoas nunca se relacionaram de forma tão superficial, tão descomprometida.

Pode ser que o boy simplesmente tenha se desencantado por você, nesse caso, não há o que fazer, assim reconheça que ele não é a última estrela cadente do Universo, na sua constelação podem aparecer outras estrelas cadentes tão especiais ou até mais brilhantes que ele.

O fato é que, nas relações afetivas, sobretudo nos Tinders da vida, há uma oferta gigante de gente quase “a granel”, excesso de opções, e esse é um caminho quase sem volta para a confusão, a não escolha, o que de fato acontece é que nos tornamos reféns da própria liberdade e não nos damos conta disso.

A situação vira quase um ciclo vicioso, criamos uma blindagem, uma casca de proteção e aprendemos a reprimir os nossos desejos e, em seguida, partimos para outra, vira quase uma modalidade de postura, uma tratativa velada.

Desaprendemos a nos relacionar, tolerância zero, isso acontece com ambos.

Aprender a avaliar melhor os perfis talvez seja um caminho para se machucar menos. Sim, machucar-se menos, pois você não vai se isentar das decepções, e elas doem, machucam um pouco mas, se você aprender a lidar com elas, passará menos mal.

Quando o boy tem o perfil do “quero comer todas” ou “baladeiro” e percebe que corre o risco de se apaixonar por você, certamente você entrará na pasta “zona de risco”. Assim, acha melhor manter distância de você.

Ele vai sair correndo para a primeira balada que tiver na certeza de que vai encontrar várias como você ou até melhores, vai se divertir, tomar todas, levar para a cama aquela com quem rolar o clima, para provar para ele mesmo que o sexo com você não foi tão bom assim. Aconteceu com ele, mas poderia ter acontecido com você!

Faltou coragem ou talvez a dúvida falou mais alto, e nesse ciclo vicioso do “não é hora de me envolver”, ninguém se lembra da empatia. Talvez ele até tenha uma recaída e volte a procurar você, mas fique esperta!

Para o solteiro convicto, dificilmente a situação vai mudar. Ah, devo alertá-la: esse tipo é o mais sedutor.

Sabemos que não há nada de errado com o sexo casual, entretanto o que vemos é que hoje isso se tornou um padrão comportamental. Um menu degustação pode ser bom, o problema é se limitar à superficialidade.

A verdade é que os mais racionais se acostumam com a sedução passageira e não se dispõem a conhecer o outro, a menos que ocorra uma paixão arrebatadora. Nesse caso, devo alertá-la que os mais vacinados são muito mais resistentes à paixão.

O fato é que relacionamento não é para qualquer um, a vulnerabilidade não é muito atrativa, precisa de coragem, envolve ajustes, proporcionalidade de investimentos, tolerância, troca.

Relacionamento saudável é só para quem está amadurecido, portanto no caso do tal “sumiço”, na maioria das vezes, o problema não é você!

 

Direitos autorais da imagem de capa: Teddy/Pexels.

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