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Ele tem 102 anos e ela, 100: juntos celebram 73 anos de casamento visitando os lugares de sua infância

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O casal bateu o recorde de casamento mais longo, ultrapassando as bodas de platina e mostrando que o amor é capaz de atravessar gerações.

É cada vez mais difícil encontrar casais que permanecem unidos, mesmo depois de tantos anos, que encaram o matrimônio como uma instituição que atravessa a vida. Mesmo que a maioria dos casais sintam o desejo de permanecer em união, não são todos que o conseguem, principalmente porque existem fatores externos capazes de destruir esses planos.

Permanecer em uma relação falida apenas porque existe a pretensão de cumprir um contrato social — de manter o casamento pela vida inteira — também não deve ser encarado como uma opção viável. É preciso que os casais se respeitem, façam bem um ao outro e se interessem mutuamente por suas evoluções, principalmente porque a vida é feita de processos, e nem sempre é possível estar no mesmo que a outra pessoa.

Mas para aqueles que desejam manter a união por toda a estrada, vale ressaltar que não existe uma dica ou um caminho fácil, não existe fórmula mágica para o amor. Para Lino Martinelli, de 102 anos, e Rina Tanci, de 100, que moram em Umbria, na Itália, apegar-se ao amor e lembrar do passado sempre foi o tempero secreto.

Para comemorar os 73 anos de casados, eles decidiram visitar os lugares por onde passaram na juventude, revivendo os anos que já passaram juntos, vendo como cada local mudou desde que estiveram lá pela última vez. Cada ponto foi escolhido a dedo, e precisava ter alguma importância afetiva para ambos, ou seja, eles precisavam ter passado por algo ali juntos.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/ Silvano Martinelli.

Por serem muito idosos, eles precisaram de ajuda nessa empreitada, e os voluntários da Croce Bianca, uma associação local de pronto-socorro e assistência pública. O grupo fez questão de levar todo o equipamento necessário para que os dois pudessem transitar com segurança pela cidade, cada um na sua cadeira de rodas.

Se os anos de casados para você parecem altos demais, saiba que isso não é coisa da sua cabeça, eles se tornaram recordistas em passar o maior tempo juntos. A comemoração foi feita ao lado da família e o presente ficou por conta das visitas aos espaços onde já estiveram, revivendo suas histórias e raízes no pequeno povoado de Montepeschio.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/ Silvano Martinelli.

Os dois se casaram depois da Segunda Guerra Mundial, mas Rina já estava à espera do seu amado, mas a violência e os anos na prisão fizeram com que esse sonho se atrasasse alguns anos. As duras memórias dos enfrentamentos puderam ser substituídas pela realização de se casar em 1948 e constituir família.

Em busca dos lugares que marcaram a história do casal, Lino e Rina descobriram que a igreja onde se casaram já não existe mais, mas a casa onde passaram grande parte de sua história continuava de pé, e isso fez com que as memórias aflorassem de maneira intensa. A viagem toda foi organizada pelo filho Silvano e sua esposa Gabriella, mas só foi viabilizada porque os voluntários se disponibilizaram a ajudar.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/ Silvano Martinelli.

Fornecendo meio de transporte e pessoal adequado, Lino e Rina tiveram a possibilidade de voltar ao passado totalmente entusiasmados com a história que construíram. Mas a visita ao passado vai muito além de algo apenas alegre, pois a dualidade vida e morte é indiscutível. Ao mesmo tempo que conheceram filhos, netos e bisnetos de muitos amigos, também perceberam que muitos se foram.

Mesmo assim, o casal ficou completamente inebriado com a aventura, mostrando que a idade não impede ninguém de acessar os espaços públicos e que o amor pode mesmo ultrapassar gerações.

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